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Série de assassinatos coloca cidade do Norte do Paraná em alerta

Dois homicídios e uma tentativa, na qual a vítima levou 32 golpes de faca, fizeram o mês de fevereiro sangrento em Arapoti. Polícia afirma que os crimes estão relacionados

25/02/2010 | 18:00 Fernando Araújo

O município de Arapoti, com 30 mil habitantes, tem acompanhado uma sucessão de crimes com características bárbaras, que tem assustado os moradores. Somente no mês de fevereiro foram cometidos dois homicídios – mesmo número de casos registrados em todo o ano passado - e uma tentativa em que a vítima sobreviveu depois de ter sido atingida por 32 golpes de faca. Segundo a polícia, as mortes possuem relação e, em todas elas, a arma usada foi uma faca. Em um dos casos, uma das vítimas sofreu um corte no pescoço na veia carótida e morreu depois de perder todo o sangue.

O primeiro homicídio foi registrado no dia 10 de fevereiro, quando Everson Saraiva morreu esfaqueado por um adolescente de 17 anos. Segundo o delegado Marcos Paulo Rigon Ubira, houve um desentendimento entre os dois, que acabou numa briga de faca em que o adolescente matou o rapaz. Saraiva – também conhecido como Ervinho – foi definido pelo delegado como um elemento que já havia causado diversos problemas na cidade e com amigos perigosos.

A morte de Ervinho desencadeou um outro homicídio sete dias depois. Bruno Lemes de Lima, 19 anos, foi encontrado morto no centro de Arapoti com a carótida cortada. Lima era amigo do adolescente que assassinou Ervinho. Um outro fato ocorrido teria deixado claro que outros crimes poderiam acontecer. Conforme um morador da cidade, que prefere não se identificar, os bandidos entraram no velório de Lima e ameaçaram que outros iriam morrer. O delegado não confirma a informação.

O terceiro crime aconteceu em 20 de fevereiro. A vítima, que não teve o nome revelado, foi encontrada nos escombros de uma clínica médica abandonada. Ele foi atingido por 32 facadas e, apesar do estado grave, resistiu e permanece internado no hospital. O delegado informou que, assim como Bruno, a vítima era amiga do adolescente acusado de ter cometido o primeiro assassinato. Ainda conforme o delegado, as duas vítimas eram usuários de drogas, mas nenhuma delas tinha algum tipo de envolvimento em outros crimes.

A polícia não descarta que outros homicídios ou tentativas possam acontecer nos próximos dias. As mortes deixaram toda a cidade em estado de alerta. Segundo o delegado, as investigações estão avançadas e já definiram que os crimes estão relacionados, além de possuir o sentimento de vingança da morte de Ervinho como principal componente motivador. “Estamos investigando e acredito que logo poderemos saber quem cometeu esses crimes”, disse o delegado.

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