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Roberto Custódio / Agajan Der Bedrossian criticou infra-estrutura do PAM: “O atendimento é improvisado e adaptado Agajan Der Bedrossian criticou infra-estrutura do PAM: “O atendimento é improvisado e adaptado"

Pronto Atendimento de Londrina fecha no centro para reabrir na zona oeste

Governo federal autorizou a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Londrina, com até 12 leitos. Saúde municipal quer uma unidade com até 20 leitos. Assim que as obras estiverem concluídas, PAM será desativado e voltará a ser PAI

03/10/2009 | 18:00 Fábio Luporini

O Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Londrina deverá ser fechado assim que uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) for construída na zona oeste da cidade. Ainda sem prazos nem datas, o certo é que a nova unidade de saúde precisa ficar pronta até o fim de 2010. Até lá, o PAM continuará atendendo: hoje o local só recebe casos de gripe. As informações são do secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian.

Há dois meses, o PAM atende somente casos relacionados a gripe, por conta da epidemia do vírus H1N1. Questionado sobre quando a unidade voltaria a atender outros casos, o secretário não soube responder. “Ele vai voltar com uma nova filosofia de atendimento, enquadrado em um novo modelo para a futura instalação da UPA, que vamos construir”, afirmou. O espaço hoje ocupado pelo PAM será destinado ao Pronto Atendimento Infantil (PAI), inaugurado em 1999 na administração do ex-prefeito Antônio Belintai (PP).

O PAM, que iniciou as atividades em 2004, já na administração de Nedson Micheletti (PT), funciona 24 horas, como uma UPA, que é uma unidade equipada para atender casos de pequenas e médias emergências e até pacientes graves, até que sejam removidos para um hospital. Agajan criticou a infra-estrutura do local. “O atendimento é improvisado e adaptado, porque usa a estrutura do PAI. Não tem área de estacionamento, o espaço é pequeno e é estruturalmente mal definido, com poucos leitos de observação e falta de banheiros”, disse.

A coordenadora do PAI e do PAM, Adriana Ladeia, confirmou os problemas. “Nem que a gente quiser colocar mais profissionais dá, porque a demanda é grande para o tamanho do espaço físico”, avaliou. Segundo ela, o fluxo de entrada e saída de pacientes é pequeno e o PAM atende com cinco consultórios, um deles improvisado junto com o atendimento de suturas. Ao todo, são quatro médicos, um enfermeiro e cerca de sete auxiliares e técnicos de enfermagem por turno, para atender média de 200 pacientes.

Agajan informou que já há um convênio firmado com o Ministério da Saúde para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) número 2, que tem capacidade para atender uma região com população de até 200 mil habitantes, realizar cerca de 300 atendimentos em 24 horas com até 12 leitos disponíveis. A portaria com a autorização do Ministério para a construção dessa unidade foi publicada no Diário Oficial no início de setembro.

Entretanto, o secretário de Saúde tenta viabilizar a construção de uma UPA 3, unidade com capacidade para atender uma região de até 300 mil habitantes, realizar até 450 atendimentos em 24 horas com até 20 leitos. “O secretário está tentando conseguir a unidade UAP3, que tem um atendimento ainda mais especializado”, afirmou Adriana. Apesar da certeza de ser construído na zona oeste, o local ainda não foi definido.

O secretário informou que a construção da UPA 2 varia em torno de R$ 2 milhões. Já o valor da unidade 3 chega a R$ 2,6 milhões. Os valores não levam em conta a contrapartida do município. Segundo informações do Ministério da Saúde, o governo destinará R$ 175 mil por mês depois que as obras forem finalizadas. Sem prazos, Agajan disse que a UPa deve estar entregue até o fim de 2010 por razões políticas, já que o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), que viabilizou o recurso, termina em dezembro do ano que vem.

Uma reunião na segunda-feira (5) vai definir outros detalhes da UPA e também do funcionamento atual do PAI. Conforme informou Agajan, a previsão de gastos, contratação de servidores, entre outros aspectos, ainda está em discussão porque depende da resposta do Ministério em relação ao tamanho da UPA.

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