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Roberto Custódio/Arquivo JL

Roberto Custódio/Arquivo JL / Usina funciona na zona sul desde 1975 Usina funciona na zona sul desde 1975

Usina de Asfalto de Londrina é desativada

Novo espaço será na saída para Curitiba e pode ficar pronto em até seis meses. Enquanto isso, prefeitura realizou licitação para adquirir massa asfáltica

13/07/2009 | 16:53 Fábio Luporini

A Usina de Asfalto de Londrina, localizada na Avenida Guilherme de Almeida, na zona sul da cidade, foi desativada na tarde desta segunda-feira (13). De acordo com o secretário de Obras, Nelson Brandão, a recomendação para a desativação foi do Ministério Público e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por conta de danos ambientais na região, como fumaça, cheiro e movimentação de maquinário pesado.

“Quando assumimos a Prefeitura já havia a determinação para a interdição. Então conversamos com os moradores e pedimos um prazo maior para desativar a Usina, para podermos providenciar outros meios de adquirir massa asfáltica”, explicou Brandão. A Usina, antigo Serviço de Pavimentação de Londrina (Pavilon), funcionava naquele local desde 1975. "A cidade abraçou a Usina. Naquela época o local era um fim de mundo."

Roberto Custódio/Arquivo JL

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Nova Usina pode ficar pronta em até seis meses

O local escolhido para a nova Usina será também na zona sul, na saída para Curitiba. “Vamos utilizar o espaço da antiga pedreira do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), onde haverá uma proteção de arborização para não deixar a fumaça se espalhar muito. Além disso, vamos estudar o zoneamento da região para que a Usina possa funcionar por lá pelo menos nos próximos 50 anos.”

O custo da nova Usina será em torno de R$ 3 milhões, gasto que será utilizado na compra de novos equipamentos. “Vamos comprar o mínimo de novos equipamentos e arrumar os velhos. Ao todo serão cinco novas máquinas, além da Usina”, explicou. Brandão apontou um prazo de seis meses para que o novo espaço entre em funcionamento.

No espaço desativado, a prefeitura implantará um Centro Social da região sul. Ainda sem prazo para entrar em funcionamento, o local terá atividades de lazer e recreação. “Existe um projeto para se ter um pequeno teatro, quadras de esporte e até biblioteca.”

Massa asfáltica

Para não comprometer os trabalhos de tapa buracos na cidade e recapeamento da Avenida Arthur Thomas, a prefeitura vai comprar massa asfáltica de uma empresa terceirizada. A licitação custará R$ 800 mil e tem prazo de 180 dias. Segundo o secretário de Obras, uma outra licitação no mesmo valor será feita. “Vamos fazer um segundo processo somente para garantir que não faltará asfalto.”

Ele garantiu que a prefeitura só pagará pelo asfalto que for utilizado. “Se não pegarmos a massa, não pagaremos por ela.” A previsão é que sejam utilizados pelo menos 6 mil toneladas de massa asfáltica nos próximos três meses, e outras 6 mil toneladas nos três meses seguintes.

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