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Gilberto Abelha/Arquivo JL

Gilberto Abelha/Arquivo JL / Mário Luft: venda da Viação Garcia foi uma das maiores transações feitas na cidade Mário Luft: venda da Viação Garcia foi uma das maiores transações feitas na cidade

Família Garcia ingressa com ação contra Mário Luft

Empresário gaúcho não teria pagado as parcelas da venda da empresa Viação Garcia. Transação foi feita no final de 2010, no valor de R$ 400 milhões

07/02/2013 | 00:02 Telma Elorza

Vinte e seis membros da família Garcia entraram na Justiça contra o empresário gaúcho Mário Luft, sua empresa Luftland Transportes e Viação Garcia. O processo, que corre na 7ª Vara Cível de Londrina, foi protocolado em novembro por inadimplência de pagamentos das parcelas da venda da empresa de ônibus, realizada no final de 2010. A negociação – no valor de R$ 400 milhões – envolveu também as Viações Ouro Branco e Princesa do Ivaí, além de 37 garagens.

Uma liminar, datada de novembro de 2012 e assinada pelo juiz José Ricardo Alvarez Vianna, faz a alienação dos bens de Luft por “receio de perecimento de patrimônio do devedor que o impeça de fazer frente à responsabilização patrimonial”. Na liminar, o juiz aponta que “consta dos autos documentos que indicam que obrigações contraídas pela parte requerida, bem como constituída esta em mora, não houve, em tese, o regular cumprimento da obrigação de pagar quantia certa firmada pela parte requerida/devedora”.

O boato sobre a inadimplência de Luft com a família já movimentava a cidade há algum tempo. A confirmação veio com a publicação, nos classificados do JL, de um edital “para conhecimento de terceiros eventuais interessados nos autos de protesto contra alienação de bens”. O ex-presidente da empresa José Paulo Garcia Pedriali foi procurado pela reportagem, mas não quis comentar a informação.

Os advogados das partes também não quiseram se pronunciar. Segundo o advogado Francisco Brás, do escritório Peregrino Neto e Beltrami Advogados, de Curitiba, que defende os réus na ação, ele nem poderia ter atendido a reportagem. Já o advogado londrinense Antônio Farias Ferreira Netto, que defende a família, confirmou a ação e disse que é “como qualquer outra do tipo, a única diferença são os valores”. Ele disse que não comentaria o processo nem as estratégias para não prejudicar a Viação Garcia. “É interesse da família que a saúde financeira da empresa seja preservada, principalmente porque tem 2,8 mil empregados”, diz.

A venda da Viação Garcia movimentou a cidade. Além de ser uma das empresas mais antigas e tradicionais de Londrina – já na terceira geração de proprietários -, o valor da negociação chamou a atenção. Foi, juntamente com a venda do Catuaí Shopping e da Unopar, uma das três maiores transações comerciais já registradas na cidade.

O empresário Mário Luft foi procurado pela reportagem, que foi informada que ele estaria em viagem. Ele é presidente do conselho de administração do Grupo Luft, um dos maiores conglomerados de transporte e logística do Brasil. Em 2010, o grupo tinha 4,4 mil funcionários, 1,6 mil caminhões e faturou cerca de R$ 1 bilhão.

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