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Gilberto Abelha/JL / Fernando Yamacita, 15 anos, é uma das apostas locais no torneio que será sediado no Country no final do mês Fernando Yamacita, 15 anos, é uma das apostas locais no torneio que será sediado no Country no final do mês

Torneio de tênis chega à 25ª edição como referência internacional

Competição infanto-juvenil que já teve Guga em quadra é exemplo local de independência em relação ao patrocínio público

16/09/2012 | 00:00 Marcos Cesar Gouvea


Entre os dias 28 deste mês e 7 de outubro, Londrina, mais especificamente o Londrina Country Club, sedia a 25ª edição da Arthrom Tennis Cup, reunindo mais de 400 tenistas infanto-juvenis do Brasil e de 38 países. O torneio começou a ser disputado em 1987, com outro nome, tornou-se internacional em 1997, e desde o ano passado faz parte do Grupo 3 da Federação Internacional de Tênis (International Tennis Federation – ITF). Isso significa uma pontuação mais alta no ranking internacional, virando referência definitiva para jogadores de alta pontuação e de vários países, que começam a procurar o torneio.

Realizada há 25 anos de forma ininterrupta, a competição é auto-sustentável, contando com patrocinadores privados. Ao longo dos anos, recebeu grandes nomes do tênis brasileiro e mundial, que jogaram nas onze quadras do Londrina Country quando juvenis, como Gustavo Kuerten, o Guga; Fernando Meligeni; e os argentinos Guilhermo Coria e David Nalbandian. Os quatro tenistas que disputam a Copa Davis contra a Rússia, neste final de semana, Thomaz Belluci, Rogério Dutra Silva, Marcelo Melo e Bruno Soares, também disputaram o torneio quando juvenis.
Muitos londrinenses chegaram à final do Arthrom Tennis Cup. Hoje, as duas esperanças londrinenses são Marcelo Tebet Filho, 16 anos, integrante da equipe brasileira na Copa Davis Juvenil nesta semana em Barcelona; e Fernando Yamacita, 14 anos – vai fazer 15 em outubro –, que vai jogar na categoria 16 anos. Além da disputa principal na categoria 18 anos, o torneio também terá jogos nas divisões de 12, 14 e 16 anos.

Autonomia
José Guilherme Danelon, um dos organizadores da competição junto com Marcelo Tebet e presidente da Federação Paranaense de Tênis, conta a evolução do torneio desde 1987. “Desde 1997 passou a valer pontos para o ranking mundial e sul-americano. No ano passado, no Grupo 3 da ITF, passou a ter pontuação mais alta. Com tanto tempo de tradição, realizado de forma ininterrupta, sempre no mesmo local, e bem feito, é uma referência internacional importante, tanto é que temos hoje tenistas de 38 países”, afirma Danelon.

O treinador cita outros tenistas consagrados que estiveram entre os dez melhores do mundo e que passaram por Londrina, como as argentinas Clarisa Fernández, Gisela Dulko e Maria Emilia Salerni, além do chileno Fernando González, como exemplo de nomes importantes do tênis mundial que jogaram aqui quando juvenis.

Numa época de crise profunda no financiamento do esporte londrinense, a Arthrom Tennis Cup é um exemplo de autonomia e capacidade de atrair investimentos. Danelon destaca a auto-sustentabilidade. “Temos patrocinadores de Londrina e muitos de fora. É um torneio muito caro porque todos os tenistas 18 anos, tanto no masculino como no feminino, têm hospedagem e alimentação custeadas pela organização. O mesmo acontece com uma equipe de arbitragem da ITF, credenciados internacionalmente. É uma logística e uma operação, cujos custos não são baratos. E o evento não recebe nenhum apoio de órgão público, desde a primeira edição é auto-sustentável através da iniciativa privada”, explica.

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