Leituras e vários adiamentos esvaziaram galerias

Apenas pequena parte dos lugares nas galerias foi ocupada o dia inteiro

31/07/2012 | 00:00 | atualizado em 31/07/2012 às 10:17Daniel Costa e Marcelo Frazão

O começo da sessão na manhã de ontem na Câmara de Vereadores foi bem mais movimentado do que o restante do dia, quando a leitura de partes do relatório – a pedido da defesa - desmobilizou, entediou e fez os poucos populares interessados no caso praticamente desaparecerem do plenário. A Câmara distribuiu 180 senhas – 90 para cada grupo pró e contra a cassação. Contudo, apenas pequena parte dos lugares nas galerias foi ocupada o dia inteiro.

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A "calmaria" das primeiras horas da sessão foi quebrada assim que começaram os sucessivos questionamentos da defesa, obrigando a presidência do Legislativo à suspensão dos trabalhos. À tarde, à medida que a leitura do relatório avançava as duas galerias não somavam 50 pessoas. Irritados com as protelações, integrantes pró e contra cassação chegaram a trocar ofensas e o clima pesou também entre manifestantes e vereadores.

"É a primeira vez que venho aqui na Câmara. E vim porque o prefeito tem que ser tirado do cargo", afirmou, veemente, o pedreiro Paulo Roberto Lopes, 48. "Não é tanto pelo dinheiro dos salários dos vigias que trabalharam na rádio dele e foram pagos pela Prefeitura. Ninguém pode fazer isso: não é certo", indignava-se o pedreiro.

A aposentada Marlene Dina de Oliveira, 45, acompanhava a sessão vestida com a camisa do movimento. Para ela, estar no julgamento é um ato de cidadania. "Dou valor ao meu voto e Londrina merece respeito. A cidade não pode ficar do jeito que está. Quero um novo prefeito, mas que seja honesto", desabafou.

A maioria dos simpatizantes do prefeito Barbosa Neto chegou já com a sessão em andamento, no meio da manhã. Improvisaram alguns cartazes em apoio ao pedetista, no qual reivindicavam que deixassem "o homem trabalhar". "É uma pessoa que trabalhou muito por Londrina. A cidade se transformou nos últimos anos. Não podemos interromper", argumentou o promotor de eventos Valtair José Silva, 56.

Enquanto ouvia trechos do relatório, a dona de casa Valquíria Fernandes de Paula, 36, moradora do Jardim Ideal, zona leste, seguia firme na defesa do prefeito: "Está errado, mas quem não erra? Sou contra a cassação. O que foi gasto apenas para fazer esse julgamento aqui foi mais do que os salários pagos para os dois vigias. Outros prefeitos fizeram muito pior", sentencia.

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