Terça-feira, 21 de maio de 2013
- Londrina:Dabiel Caron / Gazeta do Povo
Estudantes controlam suas criações por controle remoto
Competição faz parte do currículo do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Positivo. Ao todo, 90 estudantes criaram 25 lutadores mecânicos
Daniel Caron / Gazeta do Povo
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Objetivo é empurrar o oponente para fora da arena
Equipe da PUCPR vence batalha nacional
A equipe de Robótica Móvel da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná foi campeã brasileira do Winter Challenge Robocore 2012, na categoria Beetleweight, de 1,4 quilo. O evento ocorreu entre os dias 7 e 10 de junho em Jaguariúna (SP). O grupo, composto por 28 alunos, venceu com o µChakal e também conquistou o segundo lugar na categoria de combate Hobbyweight, de 5,4 quilos, com o robô TarugoBot. Ao todo, os paranaenses levaram 17 robôs que concorreram com outros 450 competidores do Brasil e de outros países.
Embora a figura de um robô seja de aparência humana no imaginário das pessoas, nem todos têm esse aspecto. Um robô é toda máquina programada para exercer sozinha algum tipo de trabalho. Portanto, a maioria tem aspecto de máquina ou, no caso dos Sumôbots, de um carrinho com quatro rodas. Porém, os robôs humanoides também existem e alguns são projetados para facilitar serviços domésticos, ajudar professores na escola e até distrair crianças hospitalizadas.
VÍDEO: veja como foi o campeonato de robôs
Os protótipos foram projetados pelos acadêmicos durante a disciplina de Projeto Multidisciplinar e servem como nota final para o semestre. Foram quatro meses dedicados ao desenvolvimento e montagem dos mecanismos. Quanto mais potente for o robô e melhor conseguir se movimentar, mais chances ele tem de ganhar.
O professor responsável pela disciplina, Fernando Felice, explica que a ideia é que os estudantes usem o conhecimento de várias disciplinas para projetar uma máquina capaz de ter força suficiente para empurrar outra para fora de uma área delimitada, semelhante a um ringue. “O maior desafio para eles é fazer tudo sozinhos e pesquisar cada etapa da montagem, até conteúdos que desconhecem”, explica Felice.
Depois de tudo pronto, o toque final é a escolha do nome, que costuma ser engraçado e brinca com a aparência do protótipo. “Assim que terminamos, percebemos que o nosso tinha algumas peças que pareciam uma orelha enorme. Por isso o batizamos de Dumbo, aquele elefante do desenho da Disney”, conta o estudante Douglas Rodrigues Alves, que está no 1.º ano.
Disputa
Engana-se quem pensa que essa tarefa é apenas mais uma de um curso de graduação. Os estudantes a encaram como uma grande disputa e chegam até a se reunir fora do horário de aula, principalmente nos fins de semana, para que ninguém descubra quais estratégias vão usar na construção.
Uma delas é usar peças diferentes, que não estão entre as oferecidas pela universidade. Então, é preciso ter muita criatividade e correr atrás de ferro-velho ou de alguma fábrica para produzir máquinas mais potentes, tomando o cuidado para que o robô não pese mais de 3 quilos, limite estabelecido para a competição.
Para que o resultado final agrade, é preciso enfrentar algumas dificuldades. A mais citada pelos alunos é ter de usar conhecimentos de Engenharia Mecânica. “Alguns conceitos temos de aprender sozinhos. Esse é, sem dúvida, o mais difícil”, diz Ericson Semchechen, que está no 4.º ano.
Vida na Universidade | 1:37
Veja como foi o campeonato de robôs produzidos pelos estudantes de Engenharia Elétrica da Universidade Positivo.