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Gilberto Abelha/JL

Gilberto Abelha/JL / Projeto da Unilever no Colégio Olympia Tormenta, na zona norte, atende 56 alunos Projeto da Unilever no Colégio Olympia Tormenta, na zona norte, atende 56 alunos

Uma aula de vôlei

19/05/2012 | 01:09


Um trabalho de iniciação ao vôlei no Colégio Estadual Olympia Morais Tormenta, na zona norte de Londrina, está há cinco anos investindo prioritariamente na “formação do cidadão”, mas já revelou atletas que jogam em grandes times brasileiros e até no exterior. Trata-se do núcleo de iniciação ao voleibol da Unilever em Londrina. O trabalho começou em 1997, com o técnico Bernardinho, da seleção brasileira e da Unilever. Na ocasião, o treinador veio para Curitiba treinar o Rexona, tricampeão da Liga Nacional feminina, e fundou os centros Rexona de Excelência em Voleibol em 15 cidades do Paraná.

Osvaldo Nascimento, 51 anos, professor de educação física com especialização em voleibol, coordena o pólo, que é dividido em três categorias, exclusivamente com alunos do Morais Tormenta. Ele faz questão de destacar o papel de formador de cidadãos do projeto, mas diz que quando alunos mostram potencial para o esporte, são encaminhados.

Osvaldo lembra que a meio de rede Elisângela, que já foi campeã pelo Rexona e da seleção brasileira, foi sua aluna há mais tempo no Colégio Estadual Albino Feijó Sanches. “Formadas já aqui no pólo do Morais Tormenta tivemos a Gabriela Elói Garcia, a Gabi, ponteira passadora que foi jogar em Alagoas e hoje está na França. A Flavia Gimenes, meio de rede de 2m, que está no São Caetano e disputou a Superliga Nacional. E mais recentemente a Rafaela Carvalho, ponteira de 17 anos, que foi para Santos”, enumera. No masculino, só agora os meninos, em menor número no projeto, começam a se destacar: neste ano o time foi campeão do torneio internúcleo do projeto da Unilever, que reuniu 15 cidades do Estado.

Transformação
O trabalho é dividido nas categorias minivôlei ou 3 x 3 mini; 4 x 4 e os 6 x 6 tradicional em quadra oficial. Começam no mini os nascidos em 2000 e 2001. O 4 x 4 é para os nascidos em 1999. E o vôlei, para os nascidos em 1998 e 1997. Atualmente são 56 alunos que têm aulas duas vezes por semana. As quadras e equipes menores são direcionadas para que os mais novos não fiquem “distantes” da bola e do jogo.

O coordenador insiste que o objetivo é transformar o cidadão por meio do voleibol. “Priorizamos o desenvolvimento humano. O voleibol é uma ferramenta para que isso aconteça. A gente chama de aula de voleibol. Os alunos vêm para cá para aprender e trabalhar valores como cooperação, responsabilidade, respeito e autonomia. Os valores estão em todas as categorias, mas damos ênfase no minivôlei à cooperação e responsabilidade; no 4 x 4 a ênfase é o respeito, e no voleibol, a autonomia. Assim trabalhos o ser humano”, explica Osvaldo. A revelação de atletas é conseqüência natural, segundo ele.

O professor conta que os alunos evoluem bastante na prática do esporte. “Eles vêm fazer voleibol, mas volta e meia estão fazendo trabalhos, apresentando seminários, organizando eventos. Eles tomam a frente, demonstrando autonomia para tomar decisões. Muitos pais falam que seus filhos estão mais responsáveis, ajudando, tomando decisões com mais rapidez”, afirma.

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