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Vereadores depõem e negam oferta de propina

Gaeco investiga possível abordagem da administração para votação da CP da Centronic, da Lei da Muralha e “lei da Unopar”

01/05/2012 | 00:02 Fábio Silveira

Seis vereadores, o presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho e a assessora parlamentar Silvana Bonato foram ouvidos ontem, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no inquérito policial que investiga a denúncia de tentativa de suborno ao vereador Amauri Cardoso (PSDB), para que ele votasse contra a abertura de pedido de Comissão Processante (CP) no caso Centronic. Todos foram ouvidos como testemunhas. No caso dos vereadores, os questionamentos foram quanto à possível abordagem da articulação política da administração municipal para a votação da CP da Centronic, da Lei da Muralha e da chamada “lei da Unopar”, que perdoa mais de R$ 70 milhões de dívida de ISS da universidade particular. As três votações são citadas por Cardoso e teriam sido citadas no assédio feito pelo ex-secretário Marco Cito e pelo ex-funcionário público Ludovico Bonato, presos em flagrante há uma semana. Mais quatro vereadores, Rodrigo Gouvêa (PTC), Roberto Fortini (PTC), Sebastião da Silva (PDT) e Jairo Tamura (PSB), todos governistas, serão ouvidos amanhã, assim como o prefeito Barbosa Neto (PDT).
Barbosa será ouvido no gabinete, no começo da tarde. Os vereadores devem ir ao Gaeco. O prazo para a conclusão do inquérito vence na quinta-feira, já que existem réus presos.

Interpelação
O vereador Eloir Valença (PHS) disse que pretende interpelar judicialmente o vereador Amauri Cardoso (PSDB) porque o tucano falou que “outros vereadores” teriam sido abordados, sem ter citado nomes. “Até papagaio fala. Ele [Amauri] falou de outros e eu quero saber os nomes. Ele não citou o nome de ninguém”, disparou Valença ontem, ao deixar o prédio do Gaeco onde prestou depoimento.

O vereador criticou o Gaeco. Ele disse enxergar “intenção política” na convocação da sua assessora, Silvana Bonato, que é cunhada de Ludovico Bonato. “Eu enxergo intenção política na chamada da minha assessora. Existem outras pessoas com sobrenome Bonato na Câmara e na prefeitura. O MP poderia responder porque chamaram a Silvana e não os outros”, declarou.

O delegado Alan Flore afirmou que o que motivou o depoimento de Silvana “não está relacionado tão somente ao parentesco [com Bonato]”. “O Gaeco não tem intenção política, só apura crimes quando tem notícia da prática delitiva”, rebateu.

Sercomtel
O presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho, saiu do Gaeco dizendo que o teor do seu depoimento “interessa exclusivamente ao MP” e que da empresa “não saiu dinheiro” para a tentativa de suborno. Coutinho disse acreditar que a empresa apareceu nas investigações pelo fato do diretor Alysson de Carvalho ter sido citado nos depoimentos, mas reforçou a “confiança” nele. “Só isso [a citação de Carvalho] explica a convocação para o depoimento”, afirmou.

Em depoimento, Coutinho primeiro falou sobre a participação de Cito numa reunião realizada na sede da Sercomtel na segunda-feira passada, véspera da prisão. Depois negou que o ex-secretário tenha participado do encontro, no qual também esteve o prefeito.

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