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Superstar da Pop Art, Andy Warhol é tema de megaexposição em SP

"Andy Warhol, mr. America" reúne 170 obras na Estação Pinacoteca. Para curador, artista "iria se aproveitar do YouTube" nos dias atuais

Poucos artistas conseguiram manter tanto a contemporaneidade quanto Andy Warhol (1928-1987). Com a fábrica de celebridades instantâneas do “Big Brother Brasil” a todo vapor e internautas ganhando fama no Twitter, poderia haver momento mais oportuno para uma mostra retrospectiva da obra do astro da Pop Art no país?

“Andy Warhol, mr. America”, em cartaz a partir deste sábado (20), na Estação Pinacoteca, em São Paulo, reúne 170 criações do artista, entre pinturas, gravuras, fotografias, filmes e instalações.

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    Andy Warhol travestido em auto-retrato, em obra de 1980, que está em cartaz na exposição (Crédito: Divulgação)

    Andy Warhol travestido em auto-retrato, em obra de 1980, que está em cartaz na exposição (Crédito: Divulgação)

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    A lata de sopa Campbell (1969) e o retrato de Marylin Monroe (1967) são destaques da mostra (Crédito: Divulgação)

    A lata de sopa Campbell (1969) e o retrato de Marylin Monroe (1967) são destaques da mostra (Crédito: Divulgação)

“Warhol já trabalhava com computadores nos anos 80, sempre estava procurando pela próxima onda. Ele teria descoberto a importância da internet antes que qualquer um”, aposta o curador da exposição, o canadense Philip Larratt-Smith. “Com certeza ele iria se aproveitar do YouTube para lançar seus filmes. Aliás, o conceito de suas produções para o cinema tinham muito a ver com os realities shows. Numa versão até mais radical, pois não havia edição”.

Segundo o curador, além de trazer os icônicos retratos coloridos de Marylin Monroe e Mao Tse-Tung e a lata de sopa Campbell – críticas a sociedade narcisista e do consumo padronizado do pós-guerra – “Andy Warhol, mr. America” tem o objetivo de mostrar o lado “político” do artista.

“Warhol costuma ser visto como um popstar, que só se inspirava em coisas superficiais, que andava com famosos, como se não tivesse nenhum osso político em seu corpo”, analisa Larratt-Smith. “No entanto, o que ele fez foi documentar o colapso entre as esferas públicas e privadas da vida cultural e social americana. E conseguiu fazer isso por meio de um código vanguardista e de apelo popular”.

O autor da expressão “15 minutos de fama” conseguiu ele mesmo se tornar o maior superstar do mundo das artes. “Ele podia andar pelas ruas de Nova Iorque e ser reconhecido por junkies e donas de casa. Diferente do que acontecia com Jackson Pollock [1912-1956] ou Tom Wesselmann [1931-2004], por exemplo”, compara Larratt-Smith.

São Paulo será o último ponto de parada da mostra, que já passou por Bogotá e Buenos Aires. “Andy Warhol, mr. America” ficará em cartaz na Estação Pinacoteca até o dia 23 de maio.

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