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Economia |

Saúde animal

Sem correria, vacina contra a aftosa estressa menos o gado

  • Maria Gizele da Silva, da sucursal de Ponta Grossa
  • 01/05/2012 00:02

Bovinos e bubalinos de zero a 24 meses devem ser vacinados em todo o Paraná de hoje até o próximo dia 31 contra a febre aftosa. A campanha foi lançada sábado, em Castro, e deve atingir 4,3 milhões de animais. Como a vacinação é obrigatória e desconfortável para o gado, é preciso redobrar os cuidados para não estressar o animal. O manejo correto evita a queda na produtividade do rebanho, conforme os técnicos.

Os animais com até 2 anos de idade representam 45% do rebanho, de acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Na segunda etapa da campanha, em novembro, deve ser revacinado todo o rebanho, estimado em 9,5 milhões de cabeças no Paraná.

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    Aplicação deve ser feita nas horas mais frescas do dia, orientam os técnicos (Crédito: Jusué Teixeira/Gazeta do Povo)

    Aplicação deve ser feita nas horas mais frescas do dia, orientam os técnicos (Crédito: Jusué Teixeira/Gazeta do Povo)

Como têm que passar por duas vacinações ao ano, os animais mais novos precisam de um manejo adequado para não ficarem estressados. “É preciso fazer a vacinação sem pressa, escolher o horário mais fresco do dia, ter uma pistola e uma agulha bem limpas e novas”, comenta o coordenador do Programa de Febre Aftosa no Paraná, Walter Ribeirete. A Seab orienta também que, a cada grupo de 10 ou 20 animais, a agulha seja substituída.

Cada animal recebe 5 mililitros de dose e a temperatura do líquido deve variar entre 2º e 8º C. “A temperatura deve estar neste intervalo desde a saída da loja até o campo”, lembra o coordenador.

A aplicação é feita pelo próprio produtor e o método pode ser a introdução subcutânea ou intramuscular. A intramuscular exige uma agulha maior e a reação vacinal é menos intensa.

Para o pecuarista Charles Salomons, todo o cuidado é pouco. “Fazemos sem correria para o animal não ficar nervoso”, diz. O descendente de holandeses cria gado leiteiro em Castro e possui 400 animais. A preocupação de Salomons é maior em novembro, já que as vacas que serão vacinadas em maio não estão em fase de lactação em sua propriedade. “Quando elas estão produzindo leite, a queda é de mais ou menos 10% no dia da vacinação”, relata. Isso significa de dois a três litros a menos por animal em Castro.

Erradicação

O último registro de febre aftosa no Paraná foi há seis anos. Conforme o secretário estadual da Agricultura, Norberto Anacleto Ortigara, várias frentes de trabalho buscam do Ministério da Agricultura o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação. No último dia 23, foi instituída a Agência de Defesa Agropecuária. “Também vamos contratar mais 500 novos fiscais agropecuários”, afirma.

As ações são necessárias para abrir as portas do mercado internacional para a carne paranaense. “Queremos garantir um padrão sanitário que faça nossa carne chegar ao mercado internacional”, acrescenta Ortigara, que participou do lançamento da campanha em Castro.

Além de vacinar o animal, o produtor precisa apresentar a comprovação da aplicação, com o cadastramento da propriedade, nas unidades da Seab espalhadas pelo estado. Cada dose custa em média R$ 1,50 e a multa para quem descumprir o prazo é de R$ 101, 84 por animal.

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