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Londrina |

Religião

Para arcebispo de Londrina, decisão de Bento XVI não foi surpresa

Dom Orlando Brandes destacou, em entrevista coletiva, um trecho de um livro em que o papa admitiu a possibilidade de renúncia. "Quem conhece sua literatura entendeu melhor o que aconteceu hoje", disse

  • Fábio Calsavara, colaborou Fábio Luporini
  • 11/02/2013 17:46

A renúncia do papa Bento XVI ao cargo máximo da Igreja Católica, anunciada na manhã desta segunda-feira (11), foi recebida com serenidade pelo Arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes. Em nota, o papa alegou “não ter mais forças necessárias para realizar o dever do seu ofício”. Para o arcebispo, a decisão do papa “foi um grande ato de humildade e um senso muito grande de reconhecimento dos próprios limites.”

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Em entrevista coletiva na tarde desta segunda, o arcebispo destacou um trecho do livro “A Luz do Mundo”, escrito pelo jornalista alemão Peter Seewald, em que o próprio papa admitiu que a renúncia pode ser um direito, e em alguns casos, até mesmo um dever do pontífice. A obra é resultado de uma entrevista entre do escritor com o papa Bento XVI, e foi lançada no fim de 2010.

“Para nós, essa renúncia não é uma surpresa total. Quem conhece sua literatura, como no caso eu conheço, entendeu melhor o que aconteceu hoje. Ele foi de muita humildade, colocando a Igreja nas mãos de Deus e dizendo ‘fiz a minha parte, combati o bom combate, reconheço os meus limites’”, disse o arcebispo de Londrina.

Dom Orlando esteve com Bento XVI há cerca de um ano. Na ocasião, segundo ele, já era perceptível o cansaço e o esgotamento físico do papa. “A gente não percebia fisicamente uma doença, a gente percebia o peso da idade. Não conhecíamos e creio que a maioria dos bispos e cardeais no mundo não sabiam dessa situação que ele mesmo tinha consciência”, relatou.

Já o padre Rafael Solano, que esteve em Roma entre fevereiro e julho do ano passado, para concluir os estudos de pós-doutorado, disse ter sido pego de surpresa com a decisão do papa. “Nunca se ventilou a possibilidade do papa Bento XVI renunciar”, declarou.

Entre os círculos eclesiásticos do Vaticano, Solano disse nunca ter ouvido falar sobre qualquer boato de renúncia. “Um papa eleito, não se vislumbra sua renúncia. Tanto que o último a renunciar foi o monge [Gregório XII], por causa de sua vida de monastério. E somente oito séculos depois aparece uma situação dessas”, avalia. Na opinião do sacerdote, a atitude do alemão Joseph Ratzinger é corajosa. “Ele passará à história por sua honestidade”, diz.

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