Terça-feira, 21 de maio de 2013
- Londrina:A Capricórnio, empresa que forneceu material para os kits escolares comprados pela Prefeitura de Londrina, não funciona na sede informada na nota fiscal apresentada ao Município, no final do ano passado. A constatação foi feita pelo vereador Joel Garcia (PP), que esteve em Itajaí (SC), em diligência pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga a educação, da qual ele é relator. “Entrei na sede informada na nota fiscal, na Avenida Coronel Marcos Konder, 1313, 8º andar, sala 806, e lá funciona uma agência de despacho de navios chamada Água Marinha”, declarou Garcia, na sexta-feira por telefone.
Segundo ele, os funcionários informaram
que a Água Marinha funciona há um ano e meio no local e a sala ficou desocupada por seis meses antes de ser ocupada pela empresa. “Significa que há pelo menos dois anos a Capricórnio não estava lá”, afirmou o vereador. A nota fornecida no final do ano passado é no valor de R$ 4 milhões. “Fotografei e filmei tudo para entregar para o presidente [da CEI] e comuniquei em seguida”.
Inidoneidade
Garcia está em viagem desde quarta-feira. Antes de ir para Santa Catarina ele passou por São José dos Pinhais e Curitiba. Na primeira cidade, ele checou a informação de que a G8, a outra empresa que forneceu material para a prefeitura, tinha sido declarada inidônea. Conforme Garcia, a Prefeitura de São José dos Pinhais declarou a G8 inidônea em fevereiro, mas a empresa reverteu a medida no Tribunal de Justiça em 23 de abril.
Ainda que estivesse nessa situação – a inidoneidade impede o poder público de contratar com a empresa –, não haveria problemas no que diz respeito à Prefeitura de Londrina, já que o contrato é anterior à declaração da inidoneidade.
Na capital, Garcia buscou informações no TJ e no Tribunal de Contas (TC) sobre a eventual inidoneidade nas empresas, mas nada foi encontrado.