Economia

Classe média brasileira tem renda per capita de R$ 300 a R$ 1 mil

critério usados para definir oito grupos de consumo foi o grau de vulnerabilidade, que é a probabilidade que aquela população tem de retorno à condição de pobreza

29/05/2012 | 21:30 Folhapress

Cerca de 54% da população brasileira forma a chamada classe média atualmente, o que representa a maior classe social do país. Segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), pertencem a esse extrato social famílias com renda per capita entre R$ 300 e R$ 1.000.

A definição foi aprovada hoje após reunião do ministro da SAE, Moreira Franco, e o subsecretário de Ações Estratégicas da pasta, Ricardo Paes de Barros, com comissão de especialistas para avaliação dos critérios de identificação deste novo segmento da população.

Segundo a secretaria, em 2009 essa classe representava 34% da população e, com a tendência de crescimento, hoje ela representa mais da metade dos brasileiros.
Dentro dela, foram definidos três subgrupos: a baixa classe média, com renda familiar per capita entre R$ 300 e R$ 440; a média, com renda familiar per capita de R$ R$ 440 a R$ 640; e a alta classe média, cuja renda familiar per capita fica entre R$ 640 e R$ 1.020.

De acordo com o trabalho, a renda familiar per capita da classe baixa vai até R$ 300 e a da alta, de R$ 1.020 em diante. Na classe alta, também foram definidos dois grupos: um com renda familiar per capita entre R$ 1.020 e R$ 2.480 e outro, que tem acima de R$ 2.480.

O critério usados para definir oito grupos de consumo foi o grau de vulnerabilidade, que é a probabilidade que aquela população tem de retorno à condição de pobreza.

Políticas públicas

Segundo Barros, a nova classe média precisa viver com menos incertezas e estar instrumentalizada para aproveitar rapidamente as oportunidades que se abrem. Para ele, a preocupação é tornar a classe média o mais produtiva possível.

Ele afirmou ainda que o crescimento da classe média ocorreu principalmente devido ao acesso ao emprego formal e que o grande problema hoje é a rotatividade da mão de obra. Barros citou um projeto para desestimular demissões.

Embora ainda não haja políticas fechadas com o governo, Barros disse que a comissão está desenhando políticas em algumas frentes, como um programa de formação continuada para incentivar a permanência do empregado em seu posto e inovações no mercado de seguros para atender a esse novo público, além educação financeira.

"Temos que intrumentalizar essa classe média pra que ela seja a primeira no mundo a aproveitar as oportunidades que o mundo globalizado tem pra oferecer. Isso envolve dar a eles crédito, informação, formação, defesa legal de forma que eles possam aproveitar essas oprotunidades", disse Barros.

O ministro Moreira Franco disse que será criado um instrumento interno de pesquisa, para seguir estudando mais profundamente esse extrato social.

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