Sábado, 25 de maio de 2013
- Londrina:Grupo Krasky Vostoka, do Quirguistão, volta ao Filo depois de 16 anos para mostrar seu humor baseado na linguagem dos palhaços e na observação do cotidiano
Por onde passam os integrantes do grupo Krasky Vostoka, do Quirguistão, fotografam e filmam tudo. Não é apenas uma atitude turística. Os registros podem servir como base para um novo espetáculo, um novo show. É que a companhia se utiliza de mímica, uma linguagem universal, e, de repente, quer usar expressões e facetas vistas nas cidades por onde apresentam. O grupo está de volta, 16 anos depois de se apresentarem no Festival Internacional de Londrina (Filo). Desta vez, trazem a peça Fakir, que mistura a mímica com acrobacias, palhaçadas e um pouco de artes marciais. As apresentações, ainda com ingressos disponíveis, têm sessões hoje e amanhã, às 20h30, no Teatro Marista (R. Cristiano Machado, 240).
“A mímica tem de tudo, observações de todas as coisas, de bichos. Pode ser que eu veja uma situação, ou eu olhe para você e queira fazer um show sobre isso”, afirma o diretor Abdullaev Khamdam. É justamente por isso que onde o grupo está sempre tem uma câmera ligada, fotografando e filmando tudo. Ontem, durante a montagem do cenário feito de jornais e caixas de papelão, enquanto as luzes eram posicionadas, Abdullaev estava a postos registrando tudo.
Sem explicar muito o que será feito no palco, o diretor garante que será um espetáculo dinâmico, com efeitos de palhaços e interatividade com o público. “Fakir é um show com cores nacionais de personagens e tradições [do Quirguistão]”, diz.
Com mais de 20 anos de estrada, o grupo começou a partir do trabalho de Abdullaev Khamdam com o ator Abdullaev Murat. Vieram depois outros integrantes: Raimdjanov Ulugbek, Khodzhikhodzhaev Ikromzhom, Kuchkarov Mansur e Krasky Vostoka, que assina a criação e a produção. “Eu fazia o trabalho com o Murat. E depois dos estudos vieram os outros. Estudamos teatro e técnicas de palhaços”, conta o diretor. Segundo ele, o grupo apenas reside no Quirguistão. Os estudos foram todos realizados na Rússia, onde estão boas escolas de interpretação.
Os integrantes do Krasky Vostoka se lembram de Londrina, onde se apresentaram 16 anos atrás. Na ocasião, participaram de uma festa num terreiro da cidade. Trazem na memória a “roda de capoeira e a macumba”, além da fábrica de café. “Sempre que podemos jogamos futebol. Eu também já tirei uma foto com o Pelé”, conta, orgulhoso. “E as mulheres. As garotas do Brasil são lindas”, acrescenta.
A expectativa para a apresentação é de um público bem receptivo. “O público brasileiro é o melhor. A expectativa é alta, muito boa. Na vez passada, o nosso show era para ter durado uma hora. Mas foram duas horas porque o público sempre pedia mais”, lembra.
Serviço: Fakir, com o grupo Krasky Vostoka, do Quirguistão, hoje e amanhã, no Teatro Marista (R. Cristiano Machado, 240), sempre às 20h30. Ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada). Informações na bilheteria: 3322-2689.