Leco de Souza/Divulgação

Leco de Souza/Divulgação / Título inusitado partiu de conto escrito por Ricardo Título inusitado partiu de conto escrito por Ricardo

À procura de uma identidade

21/08/2012 | 00:04 Helena Carnieri

Se você acha que uma performance que atende por O Pequeno Príncipe Está Apaixonado pelo Pinóquio, Que Quer Trepar com a Alice, Que Quer Morar com o Pequeno Príncipe no Asteróide B612 revela de cara toda sua trama, se engana. Conforme seu criador, Ricardo Marinelli, só o nome e o programa distribuído no início da apresentação trazem pistas sobre essas referências do universo infantil. Durante o desenrolar da obra, não há palavras.

Ricardo parte de uma questão que não sabe se é ele quem persegue ou se é ela que o captura: sua identidade. “Escrevi um conto em 2008 com um triângulo amoroso entre essas três figuras infantis, que cresceram, se encontram, e descobrem que nenhum deles gosta de ter sido personagem no passado”, conta o artista.

Serviço

O Pequeno Príncipe Está Apaixonado pelo Pinóquio, Que Quer Trepar com a Alice, Que Quer Morar com o Pequeno Príncipe no Asteróide B612

Espaço Cênico (R. Paulo Graeser Sobrinho, 305 – São Francisco), (41) 3338-0450. Dias 21 e 22, às 20 horas. Classificação indicativa: 16 anos. Forte. Dias 24 a 26, às 20 horas. Classificação indicativa: livre. R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada).

Se na montagem não há texto para digerir tudo isso, em um dado momento surgem projeções em espelhos, no que promete ser um efeito visual inusitado, em que o artista está caracterizado como seus ícones escolhidos. Como fundo, uma trilha sonora composta especialmente por Leo Fressato (autor de “Oração”, da Banda Mais Bonita da Cidade).

As apresentações, que acontecem hoje e amanhã, no Espaço Cênico, iniciam uma mostra final do coletivo Couve-flor, grupo de artistas que deve se desfazer no fim do ano. Outra obra será apresentada no mesmo local entre sexta-feira e domingo: Forte, coreografia de Michelle Moura que tenta induzir emoções nos bailarinos por meio de movimentos e da respiração.

“São emoções como entusiasmo, pessimismo trágico, o desejo de se conectar com o transcendente”, conta a coreógrafa, que chamou a bailarina Luciana Navarro para realizar esse duo.

De 25 a 30 de setembro, Valsa N.º 6, com Léo Glück e baseado na obra de Nelson Rodrigues, encerra a mostra do Couve-Flor, no Teatro José Maria Santos.

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