Bailarina de Ibiporã é selecionada para dançar em companhia europeia

Danúbia Pereira estuda há quatro anos na Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville, e vai dançar no Ballet do Salzburg Landestheater, na Áustria

26/06/2012 | 16:40 Fábio Luporini/JL

De um jeito bem de repente o futuro lhe bateu à porta. É como se o sonho tivesse se tornando realidade num piscar de olhos. E a bailarina Danúbia Pereira, de 19 anos, se viu diante de um convite para dançar na Áustria. Natural de Ibiporã, a garota está há quatro anos em Joinville (SC), na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Durante a visita do coreógrafo Peter Breuer, diretor do Ballet do Salzburg Landestheater, participou de uma audição. Foi selecionada e deve embarcar para o Velho Mundo em agosto.

“Fiquei muito surpresa”, conta Danúbia, em entrevista, por telefone, ao JL. De acordo com a bailarina, o coreógrafo veio ao Brasil realizar uma audição no Rio de Janeiro, mas resolveu visitar a escola brasileira do Teatro Bolshoi. Lá também fez testes com alguns alunos e, além e Danúbia, selecionou também o bailarino Iure de Castro, de 19 anos, de Campina Grande (PB). “O Peter veio escolher alguns bailarinos para a companhia dele, pois ele gosta dos dançarinos brasileiros”, diz.

Uma audição complicada para Danúbia, que gosta muito da dança clássica. “A gente tem um pouco de noção de cada tipo de dança na grade do curso. Mas o método do Peter é diferente. Ele trabalha com o neoclássico e eu estou acostumada à dança tradicional, a dançar o balé de repertório”, ressalta. Talvez pela diferença de estilos, a bailarina pensou que não passaria no teste. “Mas alguns dias depois ele mandou e-mail para mim, para o Iure e para o diretor da escola contando que nós tínhamos passado”, lembra. O resultado chegou no dia 18 de junho.

Danúbia e Iure ganharam um contrato de trabalho por um ano, na companhia do Ballet do Salzburg Landestheater, na Áustria. “Imagino que seja um estágio. Vou dançar as coreografias do Peter, em montagens dele e já temos uma turnê na Itália”, conta a bailarina, que se forma neste ano. “Conversei com o diretor geral e ele disse que não tinha problema, que eu receberia o diploma, pois já havia feito mais de 70% do curso. Não sei como ficarão essas questões burocráticas.”

O sonho de se tornar bailarina começou quando Danúbia se mudou com a família de Jataizinho para Ibiporã. Em abril de 2005, com 12 anos, ela entrou para as aulas de balé na Fundação Cultural de Ibiporã. “Depois fiz uma audição para o Bolshoi em 2007 e passei”, conta. Assim que formada, a ideia era viajar ao exterior e realizar diversas audições. “Eu esperava fazer as audições para fora no ano que vem. Mas isso é difícil, pois tem que ter dinheiro para as passagens, para ficar lá. Agora, ele vindo para cá, foi como se a oportunidade tivesse vindo até mim”, avalia.

O sonho de dançar lá fora agora parece a Danúbia uma realidade antes do previsto. Entretanto, a bailarina não quer passar a vida no exterior. “Quero fazer um bom trabalho lá no Ballet do Salzburg Landestheater. Vou tentar renovar meu contrato e, se não der, quero ir para um teatro maior. Tenho planos de voltar ao Brasil. Não vou trabalhar mais que dez anos no exterior, pois espero voltar ao Brasil para passar tudo o que eu aprender”, ressalta.

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