Cultura

Janet Grice, a fagotista que abraçou o improviso

Professora do 32º FML, a instrumentista americana também participa do Jazz Festival tocando ao lado do londrinense Mauro Albert

17/07/2012 | 15:32 Fábio Luporini/JL

“O jazz é do mundo”, declara a fagotista Janet Grice, professora do Festival de Música de Londrina (FML) pelo quarto ano consecutivo. Ela é uma das atrações do Jazz Festival do FML e sobe ao palco do Bar Valentino na sexta-feira. Apaixonada pela música brasileira, ela vai interpretar, entre outros compositores, Tom Jobim e Hermeto Pascoal. E um pouco do jazz americano. “Quem não gosta de música brasileira? É muito boa mesmo”, diz. A musicista atendeu ao JL, por telefone, no intervalo de uma das aulas que está ministrando.

Foi com 14 anos que a fagotista teve o primeiro contato com a música brasileira. “Morava longe da cidade. E tinha amigos que tinham parentes brasileiros. Esses parentes foram morar nos Estados Unidos para estudar, e foram meus vizinhos”, conta. Mas Janet foi conhecer mesmo a música brasileira, de forma mais profunda, quando passou a estudar na faculdade. E, mais tarde, já trabalhando numa escola de música em Nova York, foi a grande oportunidade de trocar experiências. “Por lá passaram muitos músicos brasileiros”, diz. Entre eles, Naná Vasconcelos.

Embora tenha escolhido seguir carreira musical, não foi uma escolha pensada. “Não pensei muito. Eu só toquei. Não planejei. Aconteceu”, conta. Afinal, nem sempre é fácil ser músico, mesmo quando se vem de um país que investe um pouco mais em seus artistas. “É uma vida difícil. Nem sempre tem dinheiro”, pondera. Mas foi aos 13 anos que tudo começou. Eu tocava clarinete e meu professor trocou o instrumento para o fagote”, lembra. E nunca mais deixou. “É um instrumento raro”, afirma.

Janet Grace é professora de improviso e fagote no FML, mas na turma de fagote há poucos alunos fagotistas. Esta é a quarta vez que Janet desembarca em Londrina para ministrar aulas no festival. Mas ela não se lembra muito bem de como veio parar por aqui. “Eu tinha recebido uma bolsa dos Estados Unidos para trabalhar a música com adolescentes e trazer essa experiência para a escola. Naquela época, não sei como, entrei em contato com o Marco Antonio de Almeida, que me convidou”, conta. Era 2009. “Foi meio de última hora. Agora todo ano eu faço de tudo para voltar”, afirma. Janet conhecia apenas o Rio de Janeiro. “Gostei do interior.”

Apesar de vir da terra do jazz, Janet disse estar preocupada com a apresentação de sexta-feira. “Parece que vai ser boa, mas estou preocupada”, diz. Janet contou ter se concentrado para os concertos de abertura do festival. “Fiz os concertos da orquestra nos últimos dias.”

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