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Roberto Custódio / Jornal de Londrina

Roberto Custódio / Jornal de Londrina / Moradores atearam fogo em um carro abandonado Moradores atearam fogo em um carro abandonado

Moradores fecham avenida em protesto contra morte de homem pela PM

Vítima foi morta durante um confronto, segundo a polícia. Moradores questionam versão e afirmam que ele foi assassinado

10/11/2010 | 09:36 | atualizado em 10/11/2010 às 19:47Daniel Costa

Moradores do Jardim Nossa Senhora da Paz, zona oeste de Londrina, interditaram parte da Avenida Brasília, trecho urbano da BR-369 que corta Londrina, durante toda a manhã desta quarta-feira (10). A pista foi liberada por volta das 13h25. Eles atearam fogo em pneus e veículos em protesto contra a morte de um homem do bairro na noite de terça-feira (9), no que eles dizem ter sido uma execução cometida pela Polícia Militar.

A corporação, por outro lado, afirma que a vítima, O servente de pedreiro Paulo Afonso, 43 anos, foi assassinada após reagir à abordagem policial.

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Avenida Brasília ficou fechada durante toda a manhã

Cerca de 150 pessoas participaram do protesto. No momento de maior tensão, eles atearam fogo em um carro. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a manifestação.

Por volta das 11h30, a Polícia Militar chegou ao local. O porta-voz do 5º Batalhão da PM, tenente Ricardo Eguedis, conversou com moradores e disse que a corporação vai investigar o caso. Ele garantiu que não haverá corporativismo e pediu que as testemunhas da morte compareçam ao batalhão para prestar depoimento e ajudar a esclarecer o caso.

Um homem que diz ter presenciado o homicídio, que preferiu não se identificar, afirmou que a PM pediu para a vítima deitar no chão e a executou. A abordagem teria ocorrido em frente à casa de uma mulher, onde a testemunha e a vítima tomavam cerveja. Ele nega que tenha havido reação por parte do homem assassinado.

Denúncias de abuso policial

Para a ex-mulher do servente de pedreiro, Elizângela Teixeira, 28 anos, os policiais agem sempre com brutalidade e ameaçam os moradores. No caso de Paulo Afonso, ela afirmou que os policiais “plantaram” a arma para incriminá-lo.

“Ele estava sentado em frente a casa de uma mulher, perto da dele, quando a polícia chegou a matou ele. Ainda colocaram uma arma para poderem falar que ele reagiu”, contou.

Em conversa com o tenente Ricardo Eguedis, o irmão da vítima, Sérgio Ferreira dos Santos, 38 anos, afirmou que os policiais entraram no bairro para matar Paulo Afonso. “Mandaram ele deitar e atiraram nele. Vieram para matá-lo. Colocaram um revólver na mão dele, mas meu irmão seria muito burro de confrontar a polícia com uma arma.”

O porta-voz da PM ressaltou que a morte do servente será investigada, inclusive com a presença de integrantes do Ministério Público. se for constatada qualquer irregularidade na ação, os policiais serão punidos. A princípio, segundo Eguedis, os envolvidos na morte de Santos não serão afastados das funções.

Professora é atingida por pedra na cabeça

Durante a confusão, algumas crianças que participaram do protesto apedrejaram um ônibus que passava próximo ao local. A professora, Lourides Aparecida Francisconi, foi atingida na cabeça e encaminhada ao Hospital Evangélico. Ela foi liberada no meio da tarde e passa bem.

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