Quarta-feira, 22 de maio de 2013
- Londrina:Ex-secretário municipal está detido na PEL II desde 24 de abril, quando foi preso em flagrante pelo Gaeco acusado de oferecer propina a vereador
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do ex-secretário de Governo e Gestão Pública de Londrina Marco Antônio Cito. O pedido de habeas corpus foi negado pelo ministro relator Jorge Mussi, da quinta turma do tribunal.
Cito está detido desde 24 de abril na Penitenciária Estadual de Londrina II (PEL II). Ele foi preso em flagrante pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) junto com o ex-servidor público Ludovico Bonato após a entrega de R$ 20 mil ao vereador Amauri Cardoso (PSDB). Eles foram indiciados no inquérito que investigou a compra de votos de vereadores por fliados do PDT, partido do prefeito Barbosa Neto.
Em 24 de maio, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou um pedido de habeas corpus para soltar Marco Cito. Desde sua prisão, o ex-secretário deixou a PEL II uma vez, no dia 29 de maio, para depor aos vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta pela Câmara para investigar denúncias de irregularidades na educação. Na ocasião, ele atribuiu a responsabilidade pela compra dos livros da coleção “Vivenciando a cultura afro-brasileira e indígena” e dos kits escolares à ex-secretária de Educação, Karin Sabec.
O JL ligou para o advogado de defesa de Cito, João Gomes, mas não conseguiu contato por volta das 9 horas desta quarta-feira (27).
Cinco foram indiciados por formação de quadrilha e corrupção
O inquérito policial foi aberto pelo Gaeco para investigar a denúncia de tentativa de suborno ao vereador Amauri Cardoso (PSDB), para que ele votasse contra a abertura de pedido de Comissão Processante (CP) no caso Centronic.
Foram indiciados formalmente o ex-secretário Marco Cito, braço-direito de Barbosa Neto; Rogério Ortega, ex-chefe de gabinete da Prefeitura; Alysson de Carvalho, ex-diretor da Sercomtel; Ludovico Bonato, amigo do prefeito; e o vereador Eloir Valença (PHS) por formação de quadrilha – cujas penas podem ir de um a três anos de prisão se condenados.
Os quatro primeiros também foram acusados por corrupção ativa (entre 2 e 12 anos de pena) e o vereador Eloir Valença por corrupção passiva (2 a 12 anos).
As investigações apontaram que o grupo ofertava propina e cargos na administração e prometia financiamento para campanhas eleitorais para vereadores dispostos a apoiar o prefeito Barbosa Neto na Câmara. “Para o vereador Eloir, foi ofertada a possibilidade de financiamento eleitoral da mesma forma que para o vereador Amauri Cardoso”, atestou o delegado do Gaeco, Alan Flore.
Amauri, entretanto, denunciou o caso ao Gaeco, que passou a monitorar a aproximação com os vereadores até a data em que Ludovico Bonato foi preso em flagrante, no dia 24 de abril, após a entrega de R$ 20 mil em troca do apoio para barrar a Comissão Processante para investigar Barbosa no caso do uso de vigias pagos com dinheiro da Prefeitura na rádio de propriedade do chefe do Executivo.
Na denúncia apresentada à Justiça, o Ministério Público também incluiu como suspeito de participação no esquema o ex-presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho.