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Cesar Machado/ Vale Press / Parentes viajaram de Piraí do Sul, Castro, Carambeí, Ponta Grossa e Irati até o IML de Cascavel Parentes viajaram de Piraí do Sul, Castro, Carambeí, Ponta Grossa e Irati até o IML de Cascavel

Caminhão bate em van e mata 15 pessoas

Veículo levava sacoleiros dos Campos Gerais para o Paraguai quando foi atingido por carreta carregado com maconha

13/06/2012 | 00:10 Luiz Carlos da Cruz

Quinze pessoas morreram em um grave acidente na BR-277, em Nova Laranjeiras, no Oeste do Paraná, na madrugada de ontem. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi provocado por um caminhão de São Paulo, que transportava 497 quilos de maconha escondidos em uma carga de madeira. O caminhão invadiu a pista contrária e bateu de frente com uma van de Castro que levava sacoleiros para Ciudade del Este, no Paraguai. O acidente ocorreu às 2h40 e a pista foi liberada por volta das 6h30. Até a noite de ontem, 12 corpos haviam sido identificados no Instituto Médico Legal (IML) de Cascavel.

O motorista do caminhão, José Antonio Temoteo, 43 anos, está entre os mortos. A polícia ainda apura o que levou o motorista a perder o controle da direção. Duas vítimas foram socorridas com vida e encaminhadas pela equipe de resgate da Ecocataratas ao Hospital São Vicente de Paulo, em Guarapuava. Até a noite de ontem um adolescente de 15 anos permanecia internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em estado grave. Um rapaz de 25 anos também está hospitalizado, porém não corre risco de morte.

Angústia

Familiares esperaram liberação dos corpos durante todo o dia

Os parentes das vítimas começaram a sair dos Campos Gerais pela manhã para ir até o IML de Cascavel reconhecer os corpos. Eles chegaram no início da tarde e esperaram durante todo o dia pelos exames médicos e as liberações. Em Castro, onde morava a maioria das vítimas, as casas dos familiares já recebiam amigos e familiares que queriam saber notícias sobre os velórios.

O administrador de empresas Sandro Martins esteve no IML para reconhecer o corpo do cunhado Valdecir Rodrigues, 44 anos, morador de Castro. Rodrigues era o responsável por organizar as viagens para o Paraguai. “Ele era muito criterioso, não era qualquer um que podia fazer a viagem. Até na hora de trazer as mercadorias ele não deixava que nada fosse irregular”, conta Martins.

Bruno Marthiel Favarin Silva, 25 anos, estudante de Medicina e morador de Ponta Grossa, reconheceu os corpos dos pais Mizael Oliveira Silva e Marta Ivonete Favarin Silva, ambos de 48 anos. Segundo ele, os pais revendiam produtos do Paraguai para auxiliar seus estudos universitários.

Saques

A madeira que estava no caminhão ficou espalhada pela rodovia e foi saqueada por índios da reserva de Rio das Cobras. Parte da droga estava escondida dentro das madeiras. No início da tarde, com apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai), a PRF entrou na aldeia e recolheu o material.

Parentes das vítimas viajaram de Piraí do Sul, Castro, Carambeí, Ponta Grossa e Irati até o IML de Cascavel para reconhecer os corpos e obter a liberação para os funerais. A falta de estrutura do IML dificultou o trabalho dos legistas. O instituto tem apenas cinco mesas de necropsia e por isso alguns corpos ficaram no chão dentro de caixotes. Para dar conta do trabalho, funcionários que iriam deixar o plantão pela manhã foram convocados a permanecer no serviço.

Como a maioria das vítimas era de Castro, o prefeito, Moacyr Fadel, decretou luto oficial de três dias no município. Em nota, ele lamentou a tragédia: “A prefeitura se solidariza com as famílias que perderam seus entes queridos e deseja neste momento que Deus as ampare e dê forças.”

A van pegou passageiros de Piraí do Sul, que se deslocaram até Castro. O veículo ainda passou em Carambeí e Ponta Grossa para recolher mais sacoleiros. A chegada no Paraguai estava prevista para as 5 horas e o retorno aconteceria no mesmo dia. Segundo informações da empresa SVR Turismo, com sede em Castro, as despesas com os funerais serão custeadas pela seguradora.

Colaboraram Maria Gizele da Silva e Derek Kubaski, da sucursal de Ponta Grossa

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