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Vida Pública |

cpmi do cachoeira

Presidente da CPI é cobrado a se explicar sobre assessora fantasma

Apesar dos parlamentares afirmarem que a denúncia não coloca os trabalhos de Vital do Rêgo na CPI sob suspeita, eles esperam que o peemedebista se antecipe apresentando suas explicações

  • Folhapress
  • 22/05/2012 13:39

Integrantes da CPI do Cachoeira esperam explicações do presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), sobre a contratação de uma funcionária fantasma em seu gabinete.

Apesar dos parlamentares afirmarem que a denúncia não coloca os trabalhos de Vital do Rêgo na CPI sob suspeita, eles esperam que o peemedebista se antecipe apresentando suas explicações. "É uma acusação, ele vai apresentar suas justificativas, mas confio na idoneidade dele. Há segmentos interessados em comprometer a imagem dele e do relator", disse o senador Humberto Costa (PT-PE).

Para o deputado Sílvo Costa (PTB-PE), o senador terá que prestar os "devidos esclarecimentos" sobre a contratação de fantasmas. "Quem se dispõe a participar de CPI sabe que sua vida será vasculhada. Acho que o presidente dará os devidos esclarecimentos, ele vem conduzindo com equilíbrio os trabalhos da CPI", afirmou.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) também disse esperar explicações do presidente da comissão. "Eu quero ouvi-lo sobre isso. Eu entendo que ele vai se explicar."

Para o senador Sérgio Souza (PMDB-PR), também integrante da CPI, a denúncia não compromete a condução dos trabalhos por Vital do Rêgo. "Não interfere em nada na CPI. Ele vai se manifestar porque deve uma satisfação à sociedade, mas não tem nada a ver com a comissão."

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que a denúncia é uma "questão pessoal" de Vital do Rêgo. "Isso não tem nada a ver com CPI, é questão da relação dele com a Casa. Não podemos achar que a CPI vai resolver os problemas da Casa."

"Ai, Se Eu Te Pego"

Reportagem publicada hoje pela Folha de S.Paulo mostra que contratou como funcionária fantasma em seu gabinete Maria Eduarda Lucena dos Santos, que se diz coautora do hit "Ai, Se Eu te Pego", cantado por Michel Teló.

O emprego foi arrumado pelo pai de Maria Eduarda, o jornalista Adelson Barbosa, que admitiu à Folha que a filha foi contratada para receber pelos trabalhos que ele e outros dois jornalistas executariam: publicar reportagens favoráveis ao senador na imprensa local.

Maria Eduarda, 20, também disse à reportagem que o pai é quem responde pelo cargo. Ela foi contratada em fevereiro de 2011 como assistente parlamentar com salário de R$ 3.450. E é dispensada de comprovar presença.

Estudante universitária, ela diz ter criado o "Ai, se eu te pego" numa viagem com colegas à Disney em 2006.

A Justiça concedeu liminar em favor dela e das amigas bloqueando o dinheiro arrecadado com a música até que se decida a autoria.

A contratação de funcionários fantasmas pode gerar ação por improbidade. O presidente da CPI também emprega no gabinete parentes de políticos e aliados.

Ele contratou uma filha do ex-governador peemedebista José Maranhão, a mãe do deputado federal Hugo Motta (PMDB-PB), uma prima do ex-senador Ney Suassuna e uma cunhada de seu primeiro-suplente, Raimundo Lira, com salários que variam de R$ 2 mil a R$ 12,8 mil. O senador emprega ainda a mulher de Carlos Magno, coordenador de comunicação de sua campanha em 2010.

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