Quinta-feira, 17 de maio de 2012
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Londrina dentro e fora das quatro linhasO técnico do São Paulo/Colégio Londrinense, Sérgio Benatti, faz uma análise do desempenho da equipe na Liga Futsal. Com metade da primeira fase disputada, time está em 10º e tem dois jogos importantes em casa: nesta segunda (14) contra o Umuarama e no sábado (19) contra o Copagril. Benatti também fala sobre a seleção brasileira e o Mundial da Fifa em novembro.
Campeão do interior, presidente do Arapongas Esporte Clube, Adir Leme, fala do planejamento para a Série D do Brasileiro e de sua passagem como diretor do Londrina em 2007 e 2008.
Diretor da Junior Team, Ariobaldo Frisselli, o Dedé, fala sobre a expectativa da equipe para a Divisão de Acesso do Paranaense 2012. Junior Team que estreia na competição contra o Paraná Clube, nesta terça (01/05), em Curitiba.
Depois da derrota para o Cianorte, jornalistas do JL comentam o triste fim do Tubarão no Paranaense 2012
Leia também: Malucelli afirma que não houve erro de planejamento
>> Por algum motivo que entendo sem compreender, o Londrina não gosta de ser grande. O Londrina tem aversão ao sucesso. Sabe aquela coisa de não tentar ser feliz com medo de que dê certo? Assim é o Londrina, assim sempre o foi, mesmo quando ganhou um título aqui e outro ali.
Há uma psique de fracasso no Tubarão que leva seu torcedor mais legítimo a desconfiar de que algo está errado quando as coisas vão indo bem. O apreço pelo drama é uma condição quase que estatutária, como o foram a definição do nome, do símbolo e das cores da camisa na ata de fundação do clube.
Estive em Apucarana no último domingo e vi sem que ninguém me contasse o gol de goleiro no último lance da partida que pode ter dizimado o sonho alviceleste de voltar ao Campeonato Brasileiro três anos depois. Recebi algumas ligações e torpedos de incredulidade e deboche assim que acabou o jogo. Gente que até tenta, mas não tem saco para levar o Londrina a sério.
Nós, os calejados, os teimosos, estamos acostumados a não sorrir no final. O bom de torcer para um time de alma shakespeariana é saber não se deixar iludir. O Arapongas segurar o Cianorte fora de casa na última rodada não é nada. Difícil é crer que o Londrina fará sua parte e vencerá Cianorte aqui e Rio Branco lá. Só que a teimosia é maior do que o juízo. E por incrível que pareça, mesmo ciente da sina desse time, ainda me resta um pouco de esperança. Quem sabe agora que está novamente fora de moda o Tubarão resolva subverter a lógica e renegue seu eterno complexo de vira-lata.
*** O que seria de nós sem Alexandre Oliveira, o nosso Fio Maravilha? Esse rapaz é diferenciado não apenas porque faz os gols que os outros não fazem. Sua postura profissional é o maior legado que ele pode deixar por aqui.
*** O Thiago Santos entrou e saiu da lista de dispensa que vitimou Warlley, Silvinho e mais dois. Que o quase pé na bunda lhe sirva de lição. Até agora, foi muita pose e pouca bola.
*** Por falar na lista, abriu-se a Caixa de Pandora. Agora o presidente do clube está mais crítico em relação ao gestor, o que é muito bom para o próprio Londrina. Uma boa gestão se faz com uma boa oposição. Há bobo da corte demais e grilo falante de menos no Tubarão.
*** Zagallo na vice-presidência da CBF? 13 vezes não.
Só quem é Londrina sabe o que é ser Londrina. No dia em que o clube completa 56 anos, a crônica abaixo é o melhor presente.
"Já tinha uma simpatia enorme por você, até aquele domingo de manhã (sim, naquela época, o Paranaense tinha jogos pela manhã) em que meu pai me levou ao VGD para ver um jogo contra o Atlético. Foi ali que eu me apaixonei de vez. Hoje, você faz 56 anos. Você é meu há 21. Emprestando aquela frase que é lema de um clube espanhol, que também joga um futebol muito bonito, você pra mim sempre foi mais que um clube.
Você é minha família, meus amigos, minha cidade, um montão de coisas que ganhei e um montão de coisas que perdi, e que me dão uma saudade imensa. Sei que em alguns momentos esse amor deu uma esfriada, mas nunca diminuiu. É difícil lembrar de algo que não tenha mudado nesses 21 anos, você não é mais o mesmo e eu não sou mais o mesmo. Mas você ainda é meu, e eu ainda sou seu. Poucas coisas me deixam tão feliz quanto fritar os fundilhos na arquibancada do Café para ver aquelas onze camisas alvicelestes entrarem em campo. Feliz aniversário, Londrina Esporte Clube."
* Por Fábio Canetti Galão, torcedor do Tubarão e jornalista
“Não tenho nada a dizer, eu fico mudo quando a dor te corta.” O verso de Leoni talvez explique o meu silêncio no período em que o Londrina comeu o pão que o diabo amassou no Campeonato Paranaense. O final de janeiro e todo o mês de fevereiro foram tempestuosos, embora o calor tivesse sido sufocante por aqui. Nada, absolutamente nada deu certo para um time que apanhou muito, quase sempre sem merecer. E que chega ao final deste saboroso mês de março curtindo uma bonança digna dos justos.
O que explica essa transformação do Tubarão em 30 dias? Eu não sei. Mas tenho minha teoria. O Londrina jamais foi o timinho que terminou o primeiro turno mal na tabela, brigado com a bola, a torcida e a imprensa. Dos 11 primeiros jogos do campeonato, eu só não vi dois: contra Iraty (1 a 1, em Irati) e Toledo (0 a 0, em Toledo); ambos, apenas os ouvi. E pelo que ouvi, o time não mereceu mesmo nem ganhar nem perder.
Nos outros nove a que assisti, no estádio ou pela TV, o Londrina só foi mal pra valer na derrota para o Arapongas aqui. O time da Cidade dos Pássaros literalmente voou em campo. Daí que jamais vi no Tencati o vilão que todos pintaram. Daí que entre tantos erros o gestor acertou demais em mantê-lo no barco, sabe-se lá Deus por quê.
O problema é que o Londrina travou ao longo de todo o primeiro turno um conflito desumano com os fatos. E no futebol, os fatos são sempre justificados pelos resultados. Nelson Rodrigues é o que é porque talvez tenha sido o único a desafiar os fatos, ainda que vivesse deles. Na maioria dos jogos que não venceu, inclusive as derrotas para Atlético, Corinthians e Cianorte, a história não condisse com os resultados. O Londrina desprezou o gol e pagou caro por isso.
Já no segundo turno, com pouquíssimas mudanças no time – na verdade duas, as entradas de Thiago Santos e, mais recentemente, do Mathias Cardacio –, a história e os resultados resolveram andar juntos porque os gols não foram desprezados. Descobrir o óbvio não é tarefa fácil. Fosse, não bateríamos tanto a cabeça por aí. E agora que o descobriu, o Londrina encanta e se permite sonhar um pouquinho mais alto.
Um amigo crava que se não perder do Coritiba hoje o Tubarão será campeão do returno, finalista do campeonato. Se ele estiver certo, o silêncio não terá sentido. E aí recorrerei a outro verso de Leoni: “Hoje estou de volta à vida, aos amigos, aos sorrisos, sob o sol”.
“Não tenho nada a dizer, eu fico mudo quando a dor te corta.” O verso de Leoni talvez explique o meu silêncio no período em que o Londrina comeu o pão que o diabo amassou no Campeonato Paranaense. O final de janeiro e todo o mês de fevereiro foram tempestuosos, embora o calor tivesse sido sufocante por aqui. Nada, absolutamente nada deu certo para um time que apanhou muito, quase sempre sem merecer. E que chega ao final deste saboroso mês de março curtindo uma bonança digna dos justos.
O que explica essa transformação do Tubarão em 30 dias? Eu não sei. Mas tenho minha teoria. O Londrina jamais foi o timinho que terminou o primeiro turno mal na tabela, brigado com a bola, a torcida e a imprensa. Dos 11 primeiros jogos do campeonato, eu só não vi dois: contra Iraty (1 a 1, em Irati) e Toledo (0 a 0, em Toledo); ambos, apenas os ouvi. E pelo que ouvi, o time não mereceu mesmo nem ganhar nem perder.
Nos outros nove a que assisti, no estádio ou pela TV, o Londrina só foi mal pra valer na derrota para o Arapongas aqui. O time da Cidade dos Pássaros literalmente voou em campo. Daí que jamais vi no Tencati o vilão que todos pintaram. Daí que entre tantos erros o gestor acertou demais em mantê-lo no barco, sabe-se lá Deus por quê.
O problema é que o Londrina travou ao longo de todo o primeiro turno um conflito desumano com os fatos. E no futebol, os fatos são sempre justificados pelos resultados. Nelson Rodrigues é o que é porque talvez tenha sido o único a desafiar os fatos, ainda que vivesse deles. Na maioria dos jogos que não venceu, inclusive as derrotas para Atlético, Corinthians e Cianorte, a história não condisse com os resultados. O Londrina desprezou o gol e pagou caro por isso.
Já no segundo turno, com pouquíssimas mudanças no time – na verdade duas, as entradas de Thiago Santos e, mais recentemente, do Mathias Cardacio –, a história e os resultados resolveram andar juntos porque os gols não foram desprezados. Descobrir o óbvio não é tarefa fácil. Fosse, não bateríamos tanto a cabeça por aí. E agora que o descobriu, o Londrina encanta e se permite sonhar um pouquinho mais alto.
Um amigo crava que se não perder do Coritiba hoje o Tubarão será campeão do returno, finalista do campeonato. Se ele estiver certo, o silêncio não terá sentido. E aí recorrerei a outro verso de Leoni: “Hoje estou de volta à vida, aos amigos, aos sorrisos, sob o sol”.
Fim de jogo em Irati. O Londrina vencia o Iraty até os 40 minutos do segundo tempo, até levar o gol de empate do atacante Paraíba, de cabeça. 1 a 1. E o Tubarão segue patinando no Paranaense. 4 pontos em 15 disputados. Dureza. E na quarta tem o líder Coritiba pela frente, no Café. O LEC não vai ter Wendell, Silvio e Wéverton, suspensos. Wendell e Wéverton foram expulsos, e Silvio levou o terceiro amarelo.
Vem mais bronca por aí. Como segurar a ira da torcida?
O Coritiba goleou o Arapongas por 4 A 1 em Curitiba.
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O Londrina está cedendo o empate ao Iraty. O baixinho Paraíba marcou o gol de cabeça aos 40 minutos do segundo tempo. O lance surgiu de uma cobrança de falta bastante tumultuada. Antes da batida, o Tbarão teve o atacante Wéverton expulso.
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Autor do gol de bicicleta que vai dando a vitória ao Londrina por 1 a 0 sobre o Iraty, em Irati, o atacante Alexandre Oliveira não voltou para o segundo tempo. Desgastado fisicamente, ele foi substituído no intervalo pelo volante Serginho Paulista. Quem também deixou a equipe no decorrer da etapa final foi o mea Silvinho - Rodrigo entrou em seu lugar.
Pela transmissão da Rádio Paiquerê AM, o Tubarão é melhor neste segundo tempo, com uma distribuição mais compacta, e já controla a partida. Wendell, que levou o terceiro amarelo e não enfrentará o Coritiba, quarta-feira, no Café, acertou uma bola na trave. Outro suspenso para o próximo jogo é o volante Silvio, que também recebeu amarelo. O LEC faz muitas faltas.
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Com um gol de bicicleta do atacante Alexandre Oliveira aos 44 minutos do primeiro tempo, o Londrina está vencendo o Iraty por 1 a 0 em Irati. O jogo abre a 5ª rodada do Campeonato Paranaense e está no intervalo.
De acordo com informações da Rádio Paiquerê AM, Alexandre dominou uma bola que parecia perdida após cruzamento na área e, numa autêntica bicicleta, aertou o ângulo do goleiro Doni, do Iraty.
Assim que o árbitro encerrou o primeiro tempo, jogadores e comissão técnica do time da casa foram reclamar do lance com o trio de arbitragem.
Apesar de estar vencendo, o Tubarão não faz um bom jogo. O time entrou com quatro mudanças em relação ao que perdeu por 3 a 1 para o Arapongas na rodada anterior. Na zaga, Elson substitui Rogério, suspenso. Serginho Paulista, Rodrigo e Warlley foram barrados pelo técnioo Cláudio Tencati, que colocou Bruno, Arthur e Wéverton como titulates, armando a equipe no 4-3-3.
A Rádio Paiquerê AM descreve a partida como ruim tecnicamente e com um clima bastante tenso entre os jogadores dos dois times.
O time do primeiro tempo teve Danilo; Ayrton, Elson, Fernando e Wendell; Silvio, Bruno e Silvinho; Arthur, Alexandre e Wéverton.
Reproduzo abaixo matéria que fiz para o jornal Presença Viva, informativo interno da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. É um trabalho voluntário e muito gratificante, principalmente quando me deparo com histórias como a do casal Adilson e Marcia.
As histórias de superação estão na Bíblia e no dia-a-dia. Elas geralmente emocionam e nos servem de incentivo para acreditar que tudo podemos naquele que nos fortalece. É possível que você tenha vivido ou conheça alguém que viveu um drama pessoal e ainda assim conseguiu dar a volta por cima, se fortalecendo na fé. E a fé, como diria o compositor, não costuma falhar.
Na comunidade Auxiliadora, temos exemplos reais de gente que soube sofrer. Que cresceu na dor e fez dela um instrumento para praticar o bem, encurtando a distância que às vezes nos separa de Deus.
Histórias como a do casal Adilson Muneo Kemotsu e Marcia Kimie Kemotsu. No último dia 7 de janeiro eles celebraram o aniversário de um aninho de seu filho, Leonardo. E quem ganhou os presentes foi a criançada do Jardim Campos Verdes, bairro pobre da periferia de Cambé onde a paróquia presta um sério e dedicado serviço de assistência social.
Tudo começou há quase oito anos. “Em 2004, a Márcia ficou grávida, e quando faltavam uns 15 dias para o bebê nascer – era uma menina –, ela acabou perdendo. E de lá pra cá a gente tentou engravidar novamente, fizemos vários tratamentos, ela teve que passar por duas cirurgias, até que depois de muitas tentativas conseguiu engravidar em 2010”, conta o Adilson. Só que essa segunda gestação não foi nada fácil. A Márcia teve um raro problema na placenta que a imobilizou completamente. Não conseguia e nem podia sair da cama sequer para tomar banho. E os sangramentos eram recorrentes. Ela teve que se licenciar do trabalho. O Adilson também. “Tive que parar de trabalhar porque tinha que dar banho nela na cama, alimentá-la na cama, ela não conseguia sair da cama”, relata o marido, que se apegava ao Salmo 121 naqueles períodos de aflição.
O acompanhamento médico domiciliar já não era suficiente quando os sangramentos aumentavam. A mãe do Léo teve que ser internada algumas vezes. “Cada dia que eu acordava e não tinha sangramento era uma vitória”, diz ela. “E aí foram muitas orações, muitos parentes e amigos torcendo, esperando muito que desse certo”, recorda Adilson. Quando a gestação chegou ao oitavo mês, a médica achou que era hora de trazer Léo ao mundo.
“A todo momento a gente ao mesmo tempo em que confiava no Senhor tinha um medinho de que pudesse acontecer alguma coisa de novo. A primeira gestação foi super tranquila, não tive nada e faltava tão pouco... Mas no final deu tudo certo, a gente sempre entregou para Deus o que tivesse para acontecer, e aí chegou o Léo”, conta a mamãe guerreira.
“Nasceu no dia 27 de dezembro. Pequenininho, prematuro... Mas aí completou um ano super saudável. E, poxa, pensamos em alguma forma de retribuir esse presentão, essa bênção que é a saúde dele”, recorda o papai orgulhoso. Então veio a ideia de pedir aos convidados para a festinha do Léo que em vez de presentinhos levassem material escolar para a criançada do Campos Verdes. Nessa época de início das aulas é o que elas mais precisam, segundo a nossa Pastoral da Partilha.
A festa foi um sucesso. Os cerca de 200 convidados, entre parentes e amigos do casal, prontamente atenderam o pedido, e o resultado foi uma caminhoneta lotada de material escolar. “As pessoas gostam de ajudar, querem ajudar, mas às vezes falta um incentivozinho. Faz muito bem até mais pra nós do que pra quem recebe. Tenho certeza de que o Léo vai aprender muito com isso, no sentido de ser solidário, de aprender a dividir, a conhecer outras realidades diferentes das dele, além de ajudar várias crianças que necessitam”, afirma Adilson, o guarda que jamais dormiu (Salmo 121), segurando seu maior presente, o Léo, no colo. Um presente de Deus.
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