Sexta-feira, 24 de maio de 2013
- Londrina:Com o Perdão da Palavra
E mais não digo porque não seiO telefone toca às seis da manhã. “Serviço despertador chamando no horário programado”, diz a voz feminina da gravação. Quando eu morava na República da Humaitá, diante da pracinha com os ipês amarelos em flor, a voz da moça não era uma gravação. Era a voz de uma pessoa real, uma funcionária da companhia telefônica cujo trabalho consistia em despertar os adormecidos da cidade. Por onde andará essa moça que nunca vi, só ouvi?
Acordo para escrever esta crônica na manhã fria de domingo, enquanto o Sol nasce e ilumina vagarosamente os altos edifícios da noite. Os pássaros acordam antes ...