Quinta-feira, 17 de maio de 2012
- Londrina: nublado min: 11° max: 21°Baixo Clero
Política e InformaçãoPara fechar o dia, que foi muito longo, uma última informação:
Além de decretar o afastamento do presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho, o juiz da 3ª Vara Criminal, Katsujo Nakadamori, acatou a ação penal e decretou a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos seis acusados na ação:
Roberto Coutinho
Alysson de Carvalho
Rogério Ortega
Marco Cito
Eloir Valença
Ludovico Bonato
Os sigilos foram quebrados a partir de janeiro do ano passado, já que a tese do MP é de que o crime de formação de quadrilha teria começado em 2011.
O prefeito Barbosa Neto (PDT) ainda não se manifestou sobre o afastamento de Coutinho. De acordo com o Núcleo de Comunicação, não havia uma fala oficial do pedetista sobre o assunto até o começo da noite.
O conselho de administração da Sercomtel deve se reunir amanhã, em encontro que já estava agendado, antes mesmo da crise que passou a envolver a empresa, com a denúncia contra Coutinho e a prisão do diretor de participações, Alysson de Carvalho. Eloiza Pinheiro, a presidente interina da Sercomtel, admitiu que o assunto deve aparecer na reunião, embora não estivesse na pauta.
A Sercomtel divulgou nota no começo da noite informando que a jornalista Eloiza Pinheiro, fncionária de carreira da Sercomtel e vice-presidente da empresa, assume o cargo em substituição a Roberto Coutinho, afastado pela Justiça. Segue a íntegra da nota:
NOTA DA SERCOMTEL
Conforme prevê o Estatuto da Sercomtel, a vice-presidente, Eloiza Pinheiro, assume interinamente a Presidência da operadora após o afastamento do presidente Roberto Coutinho Mendes determinado hoje (16) por decisão da 3ª Vara Criminal de Londrina.
Eloiza é funcionária de carreira da Sercomtel, onde trabalha há 34 anos. Ela permanece no cargo por tempo indeterminado.
A Sercomtel ratifica o compromisso com seus clientes e funcionários. A presidente interina recebe o pleno apoio dos demais membros da diretoria da empresa e da sócia Copel para conduzir a Sercomtel neste momento. Eloiza confirma o objetivo comum da continuidade dos serviços, da manutenção dos compromissos contratuais, do atendimento aos clientes e da manutenção dos negócios, conforme prevê o planejamento estratégico da companhia.
Para decidir pelo afastamento de Roberto Coutinho da presidência da Sercomtel, o juiz Katsujo Nakadamori, da 3ª Vara Criminal, levou em conta três fatores:
1 - o presidente da Sercomtel teria usado o cargo para se defender, ao ir depor três vezes no Gaeco acompanhado de advogados da empresa.
2 – ele usou a assessoria de imprensa da Sercomtel e o site da empresa para emitir uma nota defendendo-se de uma investigação que era contra ele e não contra a telefônica.
3 – a Sercomtel teve problemas no atendimento a pedidos de interceptação telefônica autorizados pela Justiça. No decorrer das investigações sobre compra de votos, foram quebrados os sigilos de 22 telefones, sendo 6 das operadoras Tim, Oi e Vivo e 16 da Sercomtel (6 celulares e 6 fixos). As outras operadoras receberam o pedido no dia 19 de abril e implantaram o grampo judicial a partir do dia 21. Os aparelhos foram grampeados até 6 de maio. No caso da Sercomtel, apesar de os grampos terem sido encaminhados em 19 de abril, só a partir do dia 26 de abril, depois das prisões em flagrante do ex-secretário Marco Cito e do ex-funcionário público Ludovico Bonato, que teriam tentado comprar o voto do vereador Amauri Cardoso (PSDB).
Só a partir de 3 de maio, dois dias depois das prisões do chefe de gabinete Rogério Ortega e do diretor de participações da Sercomtel, Alysson Carvalho, é que as chamadas passaram a ser desviadas para o sistema do MP. Além disso, a Sercomtel não obedeceu ao prazo de 15 dias de monitoramento, que constam da decisão judicial.
Do promotor Cláudio Esteves, sobre a medida cautelar afastando Roberto Coutinho da presidência da Sercomtel:
“A decisão não acolheu o que entendíamos ser o mais adequado, todavia é muito importante porque o afastamento também contribui para evitar malefícios maiores ao processo”.
O presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho, foi afastado do cargo por decisão da 3ª Vara Criminal de Londrina. O Gaeco havia pedido a prisão de Coutinho, mas o juiz decidiu apenas pelo afastamento cautelar, em vez da prisão, a exemplo do que aconteceu com o vereador Eloir Valença (PHS). A informação foi confirmada oficialmente pelo Gaeco.
A Comissão Processante que investiga a responsabilidade do prefeito Barbosa Neto (PDT) no caso Centronic deu mais 10 dias de prazo para que o pedetista envie a sua defesa. O prazo venceria amanhã, mas com a prorrogação passa para 28 de maio. De acordo com o presidente da CP, Roberto Kanashiro (PSDB), o requerimento assinado por Barbosa pedindo a prorrogação do prazo foi protocolado às 10h08 desta quarta-feira. O argumento dele foi que ainda não havia constituído advogado. O volume de documentos – cerca de 20 mil páginas – não permitiria a apresentação da defesa até amanhã. Conforme Kanashiro, o advogado que entregou o requerimento foi Wilmar Campos, mas não seria ele o defensor constituído por Barbosa.
O presidente da CP justificou a concessão do novo prazo com o fato de, em caso de indicação de um advogado ad hoc, o prazo seria de mais 10 dias. “Isso restringe o nosso período de trabalho, mas entendemos que devemos conceder o direito à ampla defesa”, argumentou Kanashiro. A CP tem até 5 de agosto para concluir os trabalhos.
O presidente da CEI da Educação, vereador Rony Alves (PTB), disse que afirmou que a principal contribuição da secretária da Educação, Virgínia Laço, para a investigação da comissão, foi a de demonstrar que as decisões da sua antecessora, Karin Sabec, não passaram por ela. “Ela disse que embora fosse o braço direito e esquerdo da Karin, ela não sabia de nada, que as decisões foram tomadas na sala da ex-secretária, em reuniões às vezes no gabinete [do prefeito], às vezes com o ex-secretário Marco Cito”, declarou Alves. Isso justifica o argumento da secretária, de dizer que não sabia das situações sob investigação.
A CEI deve ouvir na próxima semana Cito e Karin Sabec. Karin será ouvida às 14h30 e quanto a Cito, preso desde o dia 24 de abril, sob a acusação de envolvimento com a suposta tentativa de compra do voto do vereador Amauri Cardoso (PSDB), será feito um pedido para a Justiça, para que ele seja conduzido à Câmara.
Empresas
Com relação aos donos das empresas G8 Comércio de equipamentos, serviços e representações LTDA, de São Caetano do Sul (SP) e Capricórnio S/A, de Itajaí (SC), que venderam os kits escolares, Alves afirmou que vai requisitar judicialmente a presença delas para depor. Os representantes das empresas foram convocados para depor hoje, mas não apareceram.
Acabou agora há pouco o depoimento da secretária da Educação, Virgína Laço, na CEI da Educação. Em resumo ela afirmou que não acompanhou os processos de compra dos livros da coleção “Vivenciando a cultura afro-brasileira e indígena” e dos uniformes escolares. Com relação à equipe pedagógica da Secretaria de Educação ter se manifestado para justificar a compra dos livros sem licitação, Virgínia Laço disse que não saber “se essa equipe avaliou os livros”.
Questionada se não tinha acesso a essas informações por conta de um estilo concentrador da sua antecessora, Karin Sabec, a secretária disse que “não é que concentrava, mas nem tudo eu acompanhava”. Antes de assumir a Secretaria, Virgínia foi assessora de gabinete de Karin.
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé