Terça-feira, 18 de junho de 2013
- Londrina:Baixo Clero
Política e InformaçãoA líder do prefeito na Câmara, Elza Correia (PMDB), disse agora há pouco que o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) devem vir à Câmara na manhã desta quarta-feira, para conversar com os vereadores sobre o Plano Diretor. Na reunião marcada para as 8 horas, Kireeff deve botar as cartas na mesa com relação ao atraso na tramitação da Lei de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento). Hoje pela manhã o prefeito admitiu que existem problemas, como a diferença entre o texto que estava em poder da Caixa Econômica Federal (CEF) e o conteúdo das Conferências que definiram – ou deveriam ter definido – a proposta a ser encaminhada ao Legislativo. Itens aprovados na Conferência não constam do texto. A reunião foi articulada por Elza Correia, diante de uma fala mais forte do presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), que defendeu que o processo recomece do zero, caso o prefeito não tenha segurança quanto ao texto a ser encaminhado.
O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), defendeu agora há pouco que se o Poder Executivo não tiver algo mais consistente ou confiança no que será elaborado em termos de projeto de Lei de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento) para encaminhar ao Legislativo, que o processo de discussão seja “zerado” e que seja realizada uma nova conferência para discutir o assunto. Hoje pela manhã o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) anunciou que a atual administração identificou problemas no material. Propostas que foram aprovadas nas Conferências não foram incluídas no texto que estava guardado na Caixa Econômica Federal (CEF) e que serve como base para a elaboração do projeto. O zoneamento e o sistema viário são as últimas leis complementares ao Plano Diretor que ainda não foram aprovados pela Câmara. No final do ano passado, o Legislativo arquivou o texto diante da admissão de que haviam divergências entre o que foi aprovado nas Conferências e o que constava no projeto de lei.
O petebista disse, no entanto, que se o Executivo cumprir a promessa de mandar o texto em até 15 dias – que foi feita hoje pela manhã por Kireeff –, a Câmara vai analisar o material com todo cuidado e fazendo todas as audiências públicas para ouvir a sociedade.
Fábio Silveira

A segunda-feira esteve para vaias: o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) chegou perto do microfone e ouviu gritos de “sem discurso”. Se pegasse o microfone seria vaiado. Horas antes, em outro contexto, o deputado federal Alex Canziani (PTB) foi surfar na entrega de tablets para professores estaduais e foi vaiado – demonstração de insatisfação da sociedade com a demagogia de quem faz o que deve ser feito com o nosso dinheiro como se fizesse um grande favor. Émerson Petriv, suplente de vereador, conhecido como “Boca Aberta”, só fez sucesso porque a maioria da garotada não sabia que estava diante de um bastião do belinatismo.
O protesto de ontem tem a cara do facebook: vários motivos, várias causas, várias tribos, várias palavras de ordem. O principal símbolo é que a garotada se manifestava por meio de cartazes em cartolina escritos ali mesmo, no improviso. Como no face, eles compartilharam a força de todos para levantar as suas bandeiras.
A velha mídia apostou contra e perdeu feio: tentou rotular em vez de compreender. A Folha de S. Paulo chamou de “vândalos” e teve que recuar depois de ter sete repórteres feridos pela animalidade policial. O Estadão pediu mais borrachadas. A PM paulista, no começo atendeu, lastreada pelos jornalões paulistanos, apreendeu vinagre e saiu chamuscada. A mídia recuou e até Arnaldo Jabor teve que recuar e pedir desculpas por ter desqualificado os manifestantes.
A garotada aprendeu, pela primeira vez, que o país é deles, é nosso, é de todo mundo. Deram o primeiro passo para compreender que a coisa pública é de todos e que governos vigiados fazem menos bobagens. Não foi um protesto de rebeldes sem causa, mas de rebeldes com várias causas, difusas, reunido pelo cansaço e pela necessidade de reagir. É a cara dessa geração, que começou a mostrar a sua cara.
Da presidente Dilma Rousseff (PT) ao vinagre, sobrou para todos.
Concentração, em frente ao Teatro Ouro Verde.
Fábio Silveira

Fábio Silveira

Fábio Silveira


Fábio Silveira

Algumas centenas de manifestantes já estão a postos, em frente ao Teatro Ouro Verde, para a passeata em defesa da liberdade de manifestação, em solidariedade aos movimentos que ocorreram em outras capitais. A passeata sai daqui às 18h30, vai até a avenida Higienópolis e de lá desce até o Lago Igapó II.
Fábio Silveira/JL

A exemplo do que tem ocorrido nas capitais, estudantes londrinenses saem às ruas hoje para protestar. Como por aqui a passagem de ônibus caiu 10 centavos, reflexo da queda dos tributos federais PIS e Cofins (cairá mais 5 centavos assim que o governo do Estado regulamentar a isenção do ICMS do Diesel dos ônibus), a agenda é em solidariedade aos manifestantes de São Paulo e das capitais e por "melhorias no Brasil", segundo informou o JL on line.
A passeata deve sair do Teatro Ouro Verde às 18h30, passando pelas avenidas Paraná, Higienópolis e vai até o Igapó II. Ontem o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) chamou os organizadores para uma conversa, com o objetivo de conhecer trajeto e preparar um esquema que evite maiores transtornos no trânsito.
O Baixo Clero acompanha a passeata ao vivo.
Enquanto a PM paulista entregava a bolsa borracha a manifestantes e jornalistas, no protesto contra o aumento da passagem de ônibus, em Londrina passou quase despercebido um triste aniversário. Em 13 de junho de 2003, Anderson Amaurílio era atropelado por um ônibus no Terminal Urbano, depois da atuação desastrosa do então comandante do 5º Batalhão da PM, Rubens Guimarães, que tentou “ajudar” os ônibus a saírem do Terminal.
Amaurílio teria 31 anos de idade hoje e Guimarães despacha na Secretaria de Defesa Social. O acidente, acontecido num protesto contra o aumento da passagem de ônibus, foi lembrado pelo Comitê pelo Passe Livre, a quem os defensores da borrachocracia chamariam de “baderneiros”.