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Kireeff vai à Câmara discutir Plano Diretor

18 de Junho de 2013 - 17:23 hscomente esta notícia

A líder do prefeito na Câmara, Elza Correia (PMDB), disse agora há pouco que o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) devem vir à Câmara na manhã desta quarta-feira, para conversar com os vereadores sobre o Plano Diretor. Na reunião marcada para as 8 horas, Kireeff deve botar as cartas na mesa com relação ao atraso na tramitação da Lei de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento). Hoje pela manhã o prefeito admitiu que existem problemas, como a diferença entre o texto que estava em poder da Caixa Econômica Federal (CEF) e o conteúdo das Conferências que definiram – ou deveriam ter definido – a proposta a ser encaminhada ao Legislativo. Itens aprovados na Conferência não constam do texto. A reunião foi articulada por Elza Correia, diante de uma fala mais forte do presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), que defendeu que o processo recomece do zero, caso o prefeito não tenha segurança quanto ao texto a ser encaminhado.


Presidente da Câmara diz que se "houver dúvida" quanto a zoneamento, processo deve recomeçar do zero

18 de Junho de 2013 - 16:12 hscomente esta notícia

O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), defendeu agora há pouco que se o Poder Executivo não tiver algo mais consistente ou confiança no que será elaborado em termos de projeto de Lei de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento) para encaminhar ao Legislativo, que o processo de discussão seja “zerado” e que seja realizada uma nova conferência para discutir o assunto. Hoje pela manhã o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) anunciou que a atual administração identificou problemas no material. Propostas que foram aprovadas nas Conferências não foram incluídas no texto que estava guardado na Caixa Econômica Federal (CEF) e que serve como base para a elaboração do projeto. O zoneamento e o sistema viário são as últimas leis complementares ao Plano Diretor que ainda não foram aprovados pela Câmara. No final do ano passado, o Legislativo arquivou o texto diante da admissão de que haviam divergências entre o que foi aprovado nas Conferências e o que constava no projeto de lei.

O petebista disse, no entanto, que se o Executivo cumprir a promessa de mandar o texto em até 15 dias – que foi feita hoje pela manhã por Kireeff –, a Câmara vai analisar o material com todo cuidado e fazendo todas as audiências públicas para ouvir a sociedade.


A revolta dos garotos

18 de Junho de 2013 - 10:30 hscomente esta notícia

Fábio Silveira

Fábio Silveira /
De certa forma e ainda que no mês de junho, a geração que nasceu perto do impeachment de Fernando Collor de Mello – um pouco antes, um pouco depois – viveu o seu maio de 68, assim como seus tios e pais que foram caras pintadas também tiveram o seu. Com outras palavras de ordem, outras frases e vários tons, a garotada bradou o seu “proibido proibir”, “abaixo a repressão” e não chegaram a dizer, mas certamente pensaram em não confiar em ninguém com mais de 30. A rebelião dessa geração é contra o poder instituído: o poder político na pessoa da presidente Dilma Rousseff (PT), mas qualquer um que ousasse empunhar uma bandeira partidária lá no meio seria vaiado (“o povo, unido, governa sem partido”, gritavam). Contra o poder da mídia (sobrou para a Globo e a Veja, que além dos apupos das ruas teve o seu twitter hackeado). Ou mesmo o “poder” dos organizadores, que não foram ouvidos e não conseguiram fazer o percurso que planejaram inicialmente.

A segunda-feira esteve para vaias: o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) chegou perto do microfone e ouviu gritos de “sem discurso”. Se pegasse o microfone seria vaiado. Horas antes, em outro contexto, o deputado federal Alex Canziani (PTB) foi surfar na entrega de tablets para professores estaduais e foi vaiado – demonstração de insatisfação da sociedade com a demagogia de quem faz o que deve ser feito com o nosso dinheiro como se fizesse um grande favor. Émerson Petriv, suplente de vereador, conhecido como “Boca Aberta”, só fez sucesso porque a maioria da garotada não sabia que estava diante de um bastião do belinatismo.

O protesto de ontem tem a cara do facebook: vários motivos, várias causas, várias tribos, várias palavras de ordem. O principal símbolo é que a garotada se manifestava por meio de cartazes em cartolina escritos ali mesmo, no improviso. Como no face, eles compartilharam a força de todos para levantar as suas bandeiras.

A velha mídia apostou contra e perdeu feio: tentou rotular em vez de compreender. A Folha de S. Paulo chamou de “vândalos” e teve que recuar depois de ter sete repórteres feridos pela animalidade policial. O Estadão pediu mais borrachadas. A PM paulista, no começo atendeu, lastreada pelos jornalões paulistanos, apreendeu vinagre e saiu chamuscada. A mídia recuou e até Arnaldo Jabor teve que recuar e pedir desculpas por ter desqualificado os manifestantes.

A garotada aprendeu, pela primeira vez, que o país é deles, é nosso, é de todo mundo. Deram o primeiro passo para compreender que a coisa pública é de todos e que governos vigiados fazem menos bobagens. Não foi um protesto de rebeldes sem causa, mas de rebeldes com várias causas, difusas, reunido pelo cansaço e pela necessidade de reagir. É a cara dessa geração, que começou a mostrar a sua cara.


Imagens do dia 3

18 de Junho de 2013 - 00:35 hscomente esta notícia

Da presidente Dilma Rousseff (PT) ao vinagre, sobrou para todos.


Imagens do dia 2

18 de Junho de 2013 - 00:33 hscomente esta notícia

Concentração, em frente ao Teatro Ouro Verde.


Imagens do dia

18 de Junho de 2013 - 00:05 hscomente esta notícia

Fábio Silveira

Fábio Silveira /

Fábio Silveira

Fábio Silveira /
A passeata iniciada em frente ao Teatro Ouro Verde durou algumas horas. Acompanhei do começo até as 20 horas, na esquina da avenida Higienópolis com a Madre Leônia Milito. Hoje só vou postar fotos e vídeos. Comentários só amanhã.

Fábio Silveira

Fábio Silveira /


Começou a passeata

17 de Junho de 2013 - 17:53 hscomente esta notícia

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Os manifestantes podem ser contados às centenas, provavelmente sejam mais de mil. Estão saindo neste momento, dando início à passeata. Gritam vem pra rua.

Fábio Silveira

Fábio Silveira /


Manifestação já concentra centenas

17 de Junho de 2013 - 17:50 hscomente esta notícia

Algumas centenas de manifestantes já estão a postos, em frente ao Teatro Ouro Verde, para a passeata em defesa da liberdade de manifestação, em solidariedade aos movimentos que ocorreram em outras capitais. A passeata sai daqui às 18h30, vai até a avenida Higienópolis e de lá desce até o Lago Igapó II.

Fábio Silveira/JL

Fábio Silveira/JL /


Protestos dos ônibus chegam a Londrina

17 de Junho de 2013 - 16:04 hscomente esta notícia

A exemplo do que tem ocorrido nas capitais, estudantes londrinenses saem às ruas hoje para protestar. Como por aqui a passagem de ônibus caiu 10 centavos, reflexo da queda dos tributos federais PIS e Cofins (cairá mais 5 centavos assim que o governo do Estado regulamentar a isenção do ICMS do Diesel dos ônibus), a agenda é em solidariedade aos manifestantes de São Paulo e das capitais e por "melhorias no Brasil", segundo informou o JL on line.

A passeata deve sair do Teatro Ouro Verde às 18h30, passando pelas avenidas Paraná, Higienópolis e vai até o Igapó II. Ontem o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) chamou os organizadores para uma conversa, com o objetivo de conhecer trajeto e preparar um esquema que evite maiores transtornos no trânsito.

O Baixo Clero acompanha a passeata ao vivo.


Amaurílio, 10 anos depois

17 de Junho de 2013 - 15:47 hscomente esta notícia

Enquanto a PM paulista entregava a bolsa borracha a manifestantes e jornalistas, no protesto contra o aumento da passagem de ônibus, em Londrina passou quase despercebido um triste aniversário. Em 13 de junho de 2003, Anderson Amaurílio era atropelado por um ônibus no Terminal Urbano, depois da atuação desastrosa do então comandante do 5º Batalhão da PM, Rubens Guimarães, que tentou “ajudar” os ônibus a saírem do Terminal.

Amaurílio teria 31 anos de idade hoje e Guimarães despacha na Secretaria de Defesa Social. O acidente, acontecido num protesto contra o aumento da passagem de ônibus, foi lembrado pelo Comitê pelo Passe Livre, a quem os defensores da borrachocracia chamariam de “baderneiros”.


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